Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de junho de 2021
A Argentina prevê iniciar a produção da vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V, nesta semana que se inicia. O presidente argentino Alberto Fernández informou que um avião sairá de Moscou neste domingo para levar ao país sul-americano o ingrediente ativo necessário para realizar o processo.
“Fomos os primeiros na região a aprovar essa vacina que preservou a vida de milhões de argentinos. É um orgulho podermos iniciar a sua fabricação”, escreveu o peronista em sua conta no Twitter. Fernández fez agradecimentos ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, e ao Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), que financia o desenvolvimento do imunizante.
Uma pesquisa divulgada em 24 de maio pelo Instituto de Virologia da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, concluiu que a Sputnik V tem alta eficácia contra a variante brasileira do coronavírus, identificada inicialmente em Manaus.
Segundo o estudo, 99,65% dos participantes dos testes clínicos desenvolveram anticorpos para a cepa brasileira do vírus no 42º dia após a aplicação da segunda dose da vacina. Além disso, 85,5% dos indivíduos adquiriram a proteção no 14º dia depois da primeira dose.
“Os amigos se conhecem em tempos difíceis e a Rússia nos apertou a mão quando mais precisamos”, acrescentou Fernández na publicação feita no Twitter.
O presidente Alberto Fernández participou na sexta de uma videoconferência com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. “Estamos muito satisfeitos com as conquistas que alcançamos com esta vacina porque milhões de argentinos viram suas vidas preservadas graças ao desenvolvimento científico da Rússia, no qual sempre confiamos”, disse Fernández.
Por sua vez, Putin afirmou que a Sputnik V “é uma das vacinas mais eficazes do mundo, com 97,6 por cento [de eficácia[”, e destacou: “Conseguimos tornar isso possível por meio do diálogo e da cooperação em nível global”.
O presidente destacou que “a Argentina foi o primeiro país da América Latina a aprovar a Sputnik V e o segundo no mundo”. “A Rússia é um país que soube desenvolver pesquisa, ciência e tecnologia e sempre tivemos confiança nessa capacidade para o desenvolvimento de uma vacina tão importante que o mundo tanto esperava”, disse.
“O povo e o governo argentino estão imensamente gratos a ele”, disse Fernández ao seu homólogo russo, acrescentando: “Dizemos na Argentina que os amigos se conhecem em momentos difíceis, e quando passamos por um momento difícil, o governo russo ficou ao lado dos argentinos nos ajudando a obter as vacinas que o mundo nos negou”.
Por outro lado, o Chefe de Estado antecipou que o voo que sairá da Rússia “também trará vacinas para o Paraguai, da mesma forma que na época trouxemos para a Bolívia e da mesma forma que procuramos trazer México e Rússia mais perto de chegar a um acordo para que a vacina Gamaleya chegue também ao povo mexicano”.
“Vamos fazer todo o possível para combater a pandemia, temos que favorecer a vacinação de estrangeiros em nossa terra, e também fechamos acordos para a produção da Sputnik V em mais de uma dezena de países do mundo, o que vai possibilitar vacinar milhões de pessoas este ano”, frisou Putin, por sua vez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do governo argentino.
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