Sábado, 17 de Abril de 2021

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Mundo Argentina começa a vacinar idosos contra o coronavírus

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A Argentina registrou mais de 50 mil mortes e mais de dois milhões de infecções por Covid-19 desde o início da pandemia

Foto: Reprodução
A Argentina está prestes a aplicar novas restrições diante de um alarmante aumento dos contágios. (Foto: Reprodução)

Marta Selis, uma aposentada de 71 anos, esperava ansiosamente a hora de ser imunizada contra a Covid-19 e esse dia chegou nesta quinta-feira (18), quando foi vacinada com uma dose da Sputnik V, fabricada pelo instituto russo Gamaleya, a primeira aplicada na Argentina.

A campanha de vacinação com idosos acima de 70 ou 80 anos, conforme decidido por cada distrito, começou nesta quinta na populosa província de Buenos Aires, onde vivem quase 40% dos 45 milhões de habitantes da Argentina.

“Estava esperando. A verdade é que não via a hora, pois já faz um ano que estava trancada, embora não possamos culpar ninguém por isso. Mas estou feliz e logo vou receber outra dose”, comemorou Selis.

A cena ocorreu em uma escola estadual na área que os argentinos chamam de “subúrbio profundo”, a periferia sul da capital argentina. Dezenas de idosos compareceram, com hora marcada, no bairro de Ezeiza, a 20 quilômetros de Buenos Aires e não muito longe do aeroporto internacional, uma região de classe média e operária. Eles foram acomodados em um grande salão da escola, onde cinco enfermeiros os aguardavam.

“Na verdade, fiquei muito alegre e não pensei que seria tão cedo”, disse Nilda Martínez, outra aposentada de 86 anos.

A seu lado, Gustavo Bordazar, filho de Nilda, acrescentou: “Recebemos com muita alegria. Agora esperamos a segunda dose para termos uma vida normal”. “Chegaram à escola 600 doses e está prevista a vacinação de 150 pessoas por dia”, informou a coordenadora do posto de vacinação, Zulema Iriarte. O local vai funcionar todos os dias até 28 de fevereiro, com uma equipe de 25 pessoas.

Os idosos primeiro responderam a uma pesquisa e, após a administração, tiveram que esperar meia hora, por prevenção, caso sofressem alguma reação adversa. Depois de 21 a 60 dias, eles devem retornar para a segunda dose.

A Argentina registrou mais de 50 mil mortes e mais de dois milhões de infecções por Covid-19 desde o início da pandemia. O país já recebeu 1,22 milhões de doses da Sputnik V e 580 mil da Covishield, vacina do Serum Institute of India.

O plano de imunização argentino inclui, mais a frente, vacinas da aliança britânica Oxford/AstraZeneca e de outros contratos, inclusive por meio do mecanismo de cooperação internacional Covax, totalizando 62 milhões de doses.

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