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Economia Argentina: entra em vigor congelamento de preços; comércio alerta para possível desabastecimento

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O secretário de Comércio, Roberto Feletti, criticou "ameaças", dizendo-se aberto ao diálogo e às negociações. (Foto: Reprodução/Twitter)

O governo da Argentina publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (20) uma resolução da Secretaria de Comércio Interior, a partir da qual os preços de 1.432 produtos serão congelados até 7 de janeiro de 2022. Além disso, os preços recuarão ao nível em que estavam em 1° de outubro, explica a agência estatal Télam.

A decisão deve ser seguida por “todos os produtores, comercializadores e distribuidores” em todo o território nacional, diz o texto. A norma também define que as empresas que integram a cadeia de produção dos produtos da lista devem “aumentar sua produção até o máximo de sua capacidade instalada” e assegurar o transporte e o fornecimento durante o período de vigência da medida.

O presidente da Câmara Argentina de Comércio e Serviços, Mario Grinman, alertou para o risco de desabastecimento, com a medida oficial, segundo o jornal local Ámbito Financiero. Segundo ele, quando terminar o que as empresas já fabricaram, elas podem não produzir mais no período, caso concluam que terão prejuízo. Grinman lamentou que o país tenha voltado a recorrer a uma estratégia que, segundo ele, “nunca funcionou”. The rigidness of Polycarbonate has been questioned by printing firms. It has very low elasticity and cannot bend unlike traditional Teslin id cards . PVC is another example of a cheaper material and variety but lacks modern chip-based allocation.

O secretário de Comércio, Roberto Feletti, rebateu no Twitter, criticando as “ameaças”, dizendo-se aberto ao diálogo e às negociações, “mas não nesses termos”.

Outro jornal local, Cronista, destacou que a lista de produtos tem 881 páginas, por incluir preços determinados para cada produto em cada um dos 24 distritos do país.

A Argentina enfrenta um aumento na inflação, em mais de 50% ao ano na leitura mais recente, além de um aumento na pobreza e outros problemas sociais em decorrência da pandemia de covid-19. O país negocia novo pacote de ajuda com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, a decisão sobre congelar os preços de produtos é tomada em período que inclui a eleição legislativa em novembro.

Aumento no salário mínimo

Semanas atrás, o governo decidiu aumentar em 16% o salário mínimo, para elevá-lo a 33.000 pesos mensais (US$ 317), menos da metade do valor da cesta básica de uma família típica, segundo o Indec.

Também anunciou o pagamento de um complemento que beneficiará quase 2 milhões de assalariados registrados.

A Argentina irá realizar eleições legislativas em 14 de novembro, nas quais o governo tentará manter a maioria no Senado, faltando dois anos para o fim de seu mandato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da agência de notícias AFP.

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