Domingo, 31 de agosto de 2025

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Argentina: O escândalo que abala o governo Milei

Compartilhe esta notícia:

Escândalo recente de corrupção mudou os humores argentinos. (Foto: Reprodução)

Agressões físicas a políticos acontecem por ação de vândalos e intolerantes que desprezam os canais democráticos de manifestação. No caso das pedras atiradas contra o presidente da Argentina, Javier Milei, em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, marca-se uma virada recente na aprovação do eleitorado ao governo.

A Casa Rosada atribui o episódio de quarta-feira (27) a radicais peronistas inflamados neste período prévio às eleições legislativas de 7 de setembro na Província de Buenos Aires. Em evento com empresários no dia seguinte, Milei desconversou, ao dizer-se “acostumado a chuvas de pedras”.

Há mais, no entanto, a abalar a imagem de um governante que até pouco tempo atrás colhia números razoáveis de avaliação com suas reformas liberais, a despeito dos sacrifícios para o controle do déficit público e da inflação. Um escândalo recente de corrupção mudou os humores argentinos.

O caso remete a supostas propinas em contratos de compras de medicamentos pela Andis (Agência Nacional para Pessoas com Deficiência) distribuídas pelo seu então diretor, Diego Spagnuolo, advogado pessoal do presidente. Gravações dão a entender que a irmã e braço direito de Milei no governo, Karina, ficaria com 3% do dinheiro, algo entre US$ 500 mil e US$ 800 mil mensais.

O mandatário afirma que tudo é mentira oriunda do peronismo. Mas sua fragilização política foi instantânea. De imediato, instalou-se no Congresso uma comissão especial de investigação sobre outro caso, conhecido como $Libra —referente a uma criptomoeda, propagandeada por Milei em fevereiro, que gerou perdas para investidores.

O Legislativo também elabora um projeto para restringir o uso de decretos de necessidade e urgência, os principais meios de imposição de medidas econômicas pelo governo ultraliberal.

A popularidade do líder argentino caiu bruscamente. Pesquisa Latam Pulse deste agosto, realizada nos dias seguintes à deflagração do caso Andis, constatou aumento de sua taxa de reprovação, agora de 51,1%, ante aprovação de 43,8% —em junho, satisfeitos e insatisfeitos correspondiam aos mesmos 44,1%. A corrupção surge na sondagem como preocupação principal dos argentinos.

É obviamente necessário e urgente que todas as suspeitas que pairam sobre o presidente sejam investigadas e esclarecidas, e eventuais culpados, punidos. Para a Argentina, há o risco de que os penosos ajustes econômicos dos últimos dois anos fiquem paralisados ou retrocedam devido a mais uma crise política. (Opinião/Folha de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

CPI do INSS projeta deputados que estavam apagados
Por 10 a 1, Supremo mantém prisão de Robinho por estupro
https://www.osul.com.br/argentina-o-escandalo-que-abala-o-governo-milei/ Argentina: O escândalo que abala o governo Milei 2025-08-30
Deixe seu comentário
Pode te interessar