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Colunistas Argentinos mal na foto

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

De um passo para a glória ao fundo do poço – a Argentina confirmou uma certa vocação para a tragédia na Copa do Mundo de futebol.

Depois de duas vitórias épicas, com o protagonismo do seu astro principal – Messi – caiu melancolicamente na final contra a Espanha. O placar de 1×0 não reflete o que foi o jogo. Todas as estatísticas da partida apontam uma superioridade avassaladora da seleção de Rodri e Lami Yamal.

As duas viradas espetaculares nas oitavas de final e na semifinal (Egito e Inglaterra) ficaram para trás. No jogo decisivo, o time de Messi chutou duas vezes ao gol adversário, as duas na prorrogação, depois de estar perdendo de 1×0. Não foi um jogo de dois grandes do futebol mundial, mas de um grande, a Espanha, e de um time acanhado, covarde, sem garra, sem o brilho, nem os lampejos de gênio de Messi como nos jogos anteriores. Pareceu uma finalíssima entre um campeão incontestável e uma seleção figurante, das tantas que desfilaram nos gramados dos EUA, do México e do Canadá.

Mas se no campo a seleção platina de seu mal, na final, retirou-se do estádio depois da derrota com a imagem manchada pelo estigma do mau perdedor.

Um dos jogadores albicelestes, Modina, deu um soco covarde na barriga de Rodri, quando este corria para comemorar o título. Outro, Paredes, avançou como um touro sobre dois atletas espanhóis – tudo depois que o jogo acabou.

E para terminar com “chave de ouro” o ataque de covardia e histerismo, os jogadores ficaram de costas para o tablado das premiações, quando os espanhóis recebiam as suas medalhas. Exceção: Flaco Lopes, jogador do Palmeiras.

E a partir de tais atos de selvageria, pipocaram nas redes as vezes, as muitas vezes, que os jogadores argentinos usaram e abusaram das entradas violentas, dos empurrões sem bola, praticaram o antijogo, foram desleais e desrespeitosos. A televisão inglesa mostrou 37 atos de antijogo da Argentina, só no jogo contra a Inglaterra. É uma sensação incômoda ver com que método e sem cerimônia os argentinos literalmente agridem os adversários.

Nem Messi, gênio da bola, escapou. Esteve com seus companheiros, virando de costa para a premiação da equipe da Espanha. Tentou de forma meio tosca “dedar” o lateral Marc Cucurella, que supostamente havia falado cobrindo a boca – o que é hoje em dia falta grave.

Messi, com sua aura e autoridade poderia ter evitado o vexame, se tivesse acalmado os seus companheiros. Mas ele não se mexeu. Ficou distante dos fatos e com cara de poucos amigos.

Foi espantosa a reação dos argentinos. Não foi uma partida equilibrada – repito. Eles levaram um banho de bola. É impossível saber o que tinham na cabeça ao fim do jogo para proporcionar tão deprimente episódio.

As consequências foram funestas. Houve uma espécie de comoção mundial no mundo esportivo, onde todos sem exceção fizeram duras e merecidas críticas aos valentões que não sabem perder.

Houve quem atribuiu à má índole, à arrogância platina, que seriam inerentes a todos os argentinos, as cenas de selvageria assistidas por milhões de espectadores em todos os continentes.

Daí foi um passo para acusações de racismo e xenofobia. Ficaram muito mal na foto.

(titoguarniere@terra.com.br)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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