Quarta-feira, 01 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil As contas do governo fecharam o primeiro semestre no vermelho, mas com o melhor resultado em três anos

Compartilhe esta notícia:

A informação foi confirmada pelo Ministério do Planejamento. (Foto: EBC)

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 32,867 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta sexta-feira (27). Isso quer dizer que as despesas do governo superaram neste valor as receitas com impostos e contribuições. Essa conta, porém, não inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

Apesar do rombo ainda grande, houve melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando o déficit fiscal somou R$ 56,479 bilhões, e também de 2016 (-R$ 36,328 bilhões). Com isso, foi o melhor resultado em três anos. Mas também foi o terceiro pior resultado, para o primeiro semestre, da série histórica – que começa em 1997.

Somente em junho, ainda de acordo com dados oficiais, as contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 16,422 bilhões. Com isso, houve melhora frente ao mesmo período do ano passado (-R$ 19,844 bilhões).

Meta fiscal

O desempenho das contas públicas neste período pode ajudar o governo no cumprimento da meta fiscal para este ano, ou seja, do resultado pré-fixado para as contas públicas. Para 2018, o governo está autorizado a registrar déficit (despesas maiores que receitas) de até R$ 159 bilhões. Esse valor também não inclui os gastos com juros da dívida.

Receitas, despesas e investimentos

Em junho deste ano, segundo dados do Tesouro Nacional, a chamada “receita líquida” total, ou seja, após as transferências feitas aos estados e municípios, registrou queda, em termos reais, de 2,3%, para R$ 88,332 bilhões. No primeiro semestre, porém, avançou 6,3%, para R$ 599,630 bilhões.

Ao mesmo tempo, as despesas totais registraram uma queda real de 5,3% em junho deste ano, para R$ 105,275 bilhões, na comparação com junho de 2017. Nos seis primeiros meses do ano, houve uma alta real de 2,2%, para R$ 636,518 bilhões. Os investimentos, por sua vez, somaram R$ 21,266 bilhões de janeiro a junho deste ano. No mesmo período do ano passado, foram R$ 16,927 bilhões.

Previdência Social

A Secretaria do Tesouro Nacional também informou que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) foi de R$ 14,513 bilhões em junho. Esse valor é 13% maior que o resultado negativo registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 12,840 bilhões).

No primeiro semestre de 2018, por sua vez, o déficit previdenciário foi de R$ 90,821 bilhões, valor que é 9,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (R$ 82,867 bilhões). Esse resultado também foi influenciado pela antecipação de precatórios.

Para 2018, a expectativa do governo é de um novo crescimento no rombo do INSS. A previsão que consta na última revisão orçamentária do governo é de um resultado negativo de R$ 196,636 bilhões, contra um resultado negativo de R$ 182,45 bilhões no ano passado.

Por conta dos seguidos déficits bilionários, o governo propôs uma reforma da Previdência, que parou no Congresso em maio do ano passado após o aparecimento das primeiras denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. Em fevereiro deste ano, o governo tentou retomar a tramitação da proposta, mas acabou desistindo diante da falta de votos. Na mesma época, anunciou a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro.

Concessões, dividendos e subsídios

Segundo o governo, as receitas com concessões ficaram estáveis no acumulado de janeiro a junho em cerca de R$ 2,6 bilhões. Foi o mesmo valor arrecadado em igual período do ano passado. Ao mesmo tempo, o governo também recolheu mais dividendos (parcelas do lucro) das empresas estatais no primeiro semestre deste ano: R$ 5,652 bilhões, ante R$ 4,302 bilhões no mesmo período do ano passado. No caso do pagamento de subsídios e subvenções, houve queda. Nos seis primeiros meses de 2018, somaram R$ 7,240 bilhões, contra R$ 9,681 bilhões no mesmo período do ano passado.

tags: economia

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Maia diz que mudança na proposta de reforma da Previdência facilita aprovação
Médicos retiram cisto ovariano de 32 quilos de paciente no México
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar