Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2018
As conversas para a venda do Walmart Brasil avançaram nas últimas semanas e, se as atuais condições negociadas forem mantidas, a empresa de private equity Advent International deve ficar com 80% da operação e os americanos com os 20% restantes. A Advent tem direito de exclusividade nas negociações. O grupo varejista faturou R$ 28,2 bilhões em 2017 no país, queda de 4,2% ante o ano anterior. A fase de auditoria das informações sobre a subsidiária foi concluída em abril, após quatro meses de análise mais aprofundada da situação financeira e operacional.
O levantamento de passivos fiscais e trabalhistas foi um dos pontos sensíveis da análise – geralmente esse valores são elevados nas varejistas. Semanas atrás, circulavam informações no mercado de que a Advent negociava fatia que poderia superar a faixa entre 50% e 60% da operação, de maneira que pudesse ter controle e autonomia na gestão. Procurada, a Advent não comentou o assunto. O Walmart informou que “não comenta especulações”.
Caso o acordo seja concretizado, a intenção é anunciá-lo ao mercado em maio. Segundo uma fonte a par das conversas, a Advent já busca opções no mercado para a presidência da varejista. Vicente Trius, ex-presidente do Walmart, e Luiz Fazzio, ex-presidente do Carrefour, foram sondados – este último foi responsável pela última reestruturação do Carrefour no país. O atual diretor-presidente do Walmart Brasil é Flavio Cotini, executivo com perfil mais financeiro e no cargo desde 2016.
Consultores em estratégia foram contratados pela Advent neste ano para avaliar o negócio e começar a desenhar um plano estratégico. Esse projeto considera que a “virada” na operação do Walmart requer a ampliação mais acelerada do negócio de “atacarejo”, com a rede Maxxi, e a conversão de lojas de hipermercados nesse modelo.
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