Sexta-feira, 17 de julho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
33°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil As eleições para Presidente do Senado e da Câmara dos Deputados incluem a disputa por mais de 680 cargos com salários de até 20 mil reais

Compartilhe esta notícia:

A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado está marcada para sexta-feira. (Foto: Reynaldo Stavale/Câmara dos Deputados)

Não são apenas os cargos de comando da Mesa Diretora e de comissões e a possibilidade de pautar questões legislativas estratégicas para os planos do governo Jair Bolsonaro que estão em jogo na eleição para presidente da Câmara dos Deputados e do Senado, na próxima sexta-feira (1º).

Além dos postos que serão ocupados por deputados ou senadores, esses parlamentares têm um vasto número de vagas à disposição para abrigar indicações de aliados. Eles podem empregar, além dos servidores concursados, 682 cargos de confiança (485 na Câmara e 197 no Senado) com salários que variam de R$ 2,5 mil a R$ 19,9 mil, conforme informações do jornal Folha de S.Paulo.

A eleição no Congresso ocorrerá em um momento em que Bolsonaro deverá estar em recuperação médica, após a cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia. O presidente tem dito que não trabalha por nenhum dos candidatos que disputam os comandos das duas Casas. O início da nova Legislatura, porém, é fundamental para seus planos políticos – inclusive para negociar a reforma da Previdência, considerada crucial para a sua gestão.

Segundo levantamento da coordenação de registro funcional da Câmara, somente o gabinete do presidente da Casa tem direito a 82 CNEs (cargos de natureza especial), que são aqueles postos que dispensam a realização de concursos públicos – ou seja, o deputado emprega quem ele quiser.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), candidato à reeleição, diz que a quantidade não chega a tanto. “O número é menor: 46 na presidência, 33 nas outras vagas [da Mesa] e na suplência, 11”, afirma Maia.

A Câmara informou que esses números menores são da resolução original que trata do assunto, de 2007, mas o documento indica uma série de alterações desde então. A última é de julho do ano passado.

De acordo com os dados informados pela Casa, o gabinete do primeiro vice-presidente, cuja função é substituir o presidente e elaborar pareceres sobre requerimentos de informações e projetos de resolução, tem direito a 43 CNEs.

Para o comando da Câmara, concorrem como oposição a Maia nomes como Fábio Ramalho (MDB-MG), Arthur Lira (PP-AL), Ricardo Barros (PP-PR), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e JHC (PSB-AL). A pulverização de votos aumenta os riscos de levar a decisão para um segundo turno, perspectiva vista com preocupação por aliados de Maia.

O tamanho da estrutura do Legislativo entrou na pauta da disputa pela presidência da Câmara neste ano. “Estamos estudando o tema. Nosso compromisso é reduzir custos e qualificar os quadros disponíveis”, afirmou Hattem, candidato do Novo. Ele propõe acabar com os cargos de suplência da Mesa e diz que “certamente haverá diminuição” do número de comissionados.

Na Câmara, a Mesa Diretora tem quatro suplentes, um para cada secretário. As funções variam: cuidar de apartamentos funcionais, de premiações, estágios, reembolso de passagens aéreas e pagamento de auxílio-moradia, por exemplo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Militares israelenses foram enviados ao Brasil para ajudar nas buscas em Brumadinho
Bolsonaro passa por cirurgia em São Paulo
Pode te interessar