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Notícias As escolas e faculdades particulares de Porto Alegre continuarão sem funcionar até o fim do mês

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Sindicato recomenda que estabelecimentos privados respeitem os decretos municipais. (Foto: Divulgação/UFRGS)

Por meio de um comunicado em seu site, o Sinepe (Sindicato do Ensino Privado) recomendou que os estabelecimentos da rede particular de educação do Rio Grande do Sul sigam o que prevêem os decretos municipais no que se refere à retomada das aulas. Em Porto Alegre, a prefeitura prorrogou até o dia 31 de maio a suspensão das atividades presenciais de escolas e faculdades, por causa da pandemia de coronavírus.

Apesar de o governador Eduardo Leite ter anunciado na quinta-feira que a rede pública do setor só voltará em junho mas que a particular poderá retornar em maio, conforme as regras de distanciamento controlado em cada região, o presidente da entidade, Bruno Eizerik, pede que não haja antecipação.

“Provavelmente esses decretos terão como base a análise dessas bandeiras e poderão ser atualizados conforme a velocidade de avanço do vírus, estágio de evolução da doença, incidência de novos casos e capacidade hospitalar de atendimento”, ressalta o dirigente.

Ainda no que se refere à capital gaúcha, o Sinepe recomenda que as instituições de ensino mantenham as atividades remotas, como vem sendo feito desde o dia 19 de março. Uma pesquisa do próprio sindicato indica que 98,4% do setor está oferecendo tarefas que os alunos podem realizar em casa, viabilizando assim a continuidade do ano letivo.

Destas, 97,4% estão recorrendo a plataformas on-line e aplicativos para transmitir conteúdos, e 100% permitem a interação entre alunos e professores, por meio de recursos digitais. Em relação aos conteúdos desenvolvidos neste período de quarentena, 96,2% das escolas garantem estar apresentando novidades aos estudantes, enquanto 3,1% têm revisitado conteúdos já trabalhados.

Já no que se refere à avaliação, 58% das instituições ainda não fez avaliações com os alunos durante as atividades domiciliares. As demais (42%) tem recorrido ao envio de trabalhos, participação em recursos tecnológicos, envio de questionários e outras possibilidades.

Rede pública

A retomada das aulas na rede pública gaúcha apenas em junho farão com que o ano letivo prossiga até janeiro e o recesso de inverno –normalmente realizado em julho – seja antecipado para maio. “Suspenderemos as aulas por mais 15 dias e anteciparemos os 15 dias de recesso para o mês de maio, ou seja, na prática, as aulas retornam apenas em junho”, explicou o governador Eduardo Leite. A expectativa é de que o ano letivo termine em janeiro de 2021.

Ao longo deste mês, serão estabelecidos protocolos para que alunos, professores e servidores possam retomar as aulas com segurança. Isso pode exigir a compra de materiais ou equipamentos de proteção e reforço de recursos humanos, cujos processos de aquisição e contratação podem levar mais tempo.

Para a rede particular, as diretrizes serão finalizadas na próxima semana e lançados juntamente com todos as regras de funcionamento para as atividades econômicas. Por enquanto, em caráter transitório, as aulas da rede privada seguem suspensas, mas é possível que haja uma antecipação da retomada, o que pode ocorrer ainda em maio.

“Vamos definir o protocolo para a educação e a rede privada, se tiver condições de atender esses protocolos, poderá retomar as aulas antes”, frisou. “A fim de evitar que os alunos da rede estadual sejam prejudicados, foi implementada a metodologia das aulas programadas, envolvendo diversos recursos pedagógicos e tecnológicos os quais as escolas dispõem, incluindo plataformas digitais e aplicativos variados.”

O planejamento dos conteúdos e a preparação das dinâmicas pedagógicas são realizados pelos educadores a partir das possibilidades de cada comunidade escolar, de acordo com orientações da Seduc (Secretaria Estadual da Educação).

Para manter a carga horária anual dos estudantes, os professores estão utilizando recursos variados, desde a distribuição presencial de tarefas e materiais didáticos aos pais ou responsáveis pelos estudantes que não têm acesso à internet até a utilização de plataformas digitais e rede sociais, como Facebook e WhatsApp, aplicativos, blogs, jogos interativos e atividades planejadas.

(Marcello Campos)

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