Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de fevereiro de 2020
A doença já supera o número de mortes provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em todo o mundo em 2002-2003, segundo o último balanço divulgado no domingo (noite de sábado no Brasil). O vírus 2019-nCoV matou outras 81 pessoas na província de Hubei (centro), epicentro da epidemia, onde também foram registrados 2.147 novos casos de contágio. Em 2002-2003, a Sars matou 774 pessoas em todo o mundo. Neste sábado, um americano morreu em Wuhan (centro), o epicentro da epidemia na China, informou a embaixada dos EUA, no que parece ser a primeira morte confirmada de um estrangeiro causado por essa epidemia.
Conforme explicou em comunicado o Ministério da Saúde chinês, a vítima era um cidadão americano de 60 anos de origem chinesa. Além disso, um japonês de 60 anos, suspeito de estar infectado com o coronavírus, também morreu em um hospital de Wuhan, anunciou o Ministério das Relações Exteriores do Japão. “É difícil estabelecer com certeza a causa de sua morte”, disseram autoridades médicas da China em comunicado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou na sexta-feira que o número de casos do novo coronavírus na China está “se estabilizando”, mas ressaltou que é muito cedo para saber se o vírus atingiu seu pico.
“Houve uma estabilização no número de casos relatados por Hubei”, o epicentro do surto de vírus na província central da China, disse Michael Ryan, diretor do Programa de Emergência em Saúde da OMS, em uma reunião em Genebra. A epidemia, entretanto, continua a se espalhar para fora da China continental e até agora mais de 320 casos de infecção foram confirmados em cerca de 30 países e territórios. A América Latina e a África continuam sendo regiões livres do novo coronavírus até agora. Todos os mortos pela epidemia estão na China continental, com exceção de duas vítimas registradas em Hong Kong e nas Filipinas.
Xangai
Em número de mortes, o balanço total já superou o da epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou 774 pessoas em todo o mundo entre 2002 e 2003, embora especialistas tenham avisado que esse novo coronavírus é menos letal. A expansão da epidemia levou as autoridades de Hong Kong a aplicarem, a partir deste sábado, uma quarentena drástica de duas semanas àqueles que chegam da China continental. Os que não respeitam essa ordem de confinamento em hotéis ou residências particulares podem ser condenados a até seis meses de prisão.
As medidas de isolamento também permanecem em vigor em muitas cidades chinesas, onde dezenas de milhões de pessoas permanecem trancadas em suas casas. A metrópole de Xangai, de 24 milhões de habitantes, considerada o pulmão econômico da China, exige a partir de sábado o uso de máscara em locais públicos. Durante uma visita a Wuhan nesta semana, o vice-primeiro-ministro Sun Chunlan ordenou que as autoridades locais tomassem medidas “em tempo de guerra” e pediu, inclusive, que procurassem na cidade por habitantes com febre. A cidade e a província de Hubei, da qual Wuhan é a capital, estão isoladas do mundo há duas semanas por um cordão sanitário
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