Quarta-feira, 07 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde As mulheres se conformavam em apenas expressar características de personalidade que lhes eram atribuídas – submissão, meiguice, fragilidade, indecisão

Compartilhe esta notícia:

Hoje, as mulheres valorizam o homem sensível, que fale dos seus sentimentos e aceite seus próprios fracassos. (Crédito: Reprodução)

O machão perdeu seu lugar. Durante muito tempo, os papéis sociais, masculino e feminino, foram claramente definidos. As mulheres se conformavam em apenas expressar características de personalidade que lhes eram atribuídas, como submissão, meiguice, fragilidade e indecisão.

Ocultando quaisquer outras que estivessem ligadas à coragem, força e decisão – elas se mutilavam. Sabiam que seriam repudiadas. Dessa forma, valorizavam homens também mutilados, isto é, os que só expressavam uma parte de si: força, agressão, coragem, desafio e poder.

Após os anos 1970, as mulheres passaram a se sentir no direito de se mostrar por inteiro. Podem ser fracas, mas também fortes, dóceis e agressivas, indecisas e decididas, medrosas e corajosas, dependendo do momento e das circunstâncias. O caminho natural foi desejar se relacionar com homens que pudessem ser inteiros também, que assim como elas não mais precisassem reprimir diversos aspectos da personalidade.

Quanto mais autônoma e livre de estereótipos, mais a mulher deseja como parceiro o homem que respeita seu jeito de ser e suas escolhas. Ela valoriza o homem sensível, que não tenha vergonha de chorar, de ficar triste, que fale dos seus sentimentos e aceite seus próprios fracassos.

Sexo reprimido.

Com tanta repressão, o sexo não era bom mesmo para ninguém, muito menos para as mulheres. O homem chegava à vida adulta com pouquíssima experiência, no máximo algumas transas com prostitutas, o que reforçava a ideia do sexo ser algo pouco digno.

Quando casava com aquela moça virgem, que viria a ser a mãe dos seus filhos, o sexo se tornava, então, um problema bastante complicado para ele. Era feito no escuro, embaixo das cobertas, com muita pressa. Se a maioria dos homens ainda ignora que para haver penetração a mulher deve estar lubrificada, imagine naquela época! O prazer da mulher não era nem cogitado.

Mudança na forma de pensar e viver.

As pessoas sempre tiveram que se enquadrar em modelos para serem aceitas socialmente. O problema dos modelos é que todos se tornam parecidos, as singularidades desaparecem. A grande vantagem do momento em que vivemos é cada um poder escolher a sua forma de viver. Se alguém quiser ficar casado durante 40 anos e só fazer sexo com o parceiro (a), pode. Ter três parceiros ao mesmo tempo, também pode. Viver sem parceiro fixo também é uma opção. Essa liberdade era impensável há algumas décadas.

A questão é que mesmo se frustrando no amor e no sexo, muitos temem o novo. Não ter modelos para se apoiar gera insegurança, o desconhecido também apavora. Então, esses se agarram aos modelos tradicionais de comportamento apesar de todo o sofrimento que isso provoca. Para se viver bem é preciso ter coragem. (Regina Navarro Lins/AD)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Preso em Santa Maria homem que tentou estuprar uma moça na fila do caixa do supermercado
Ator morre esfaqueado por uma espada em uma cena no Japão
Pode te interessar