Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Rogério Pons da Silva | 27 de setembro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Umas das “jóias” mais preciosas de “gafes“ ou erros cinematográficos mundialmente conhecido na história foi do filme “Maciste, O Colosso da Arena”, uma produção italiana dos anos 1960.
Na cena, o gladiador Maciste ergue uma grande rocha com esforço tremendo. A pedra é atirada num desfiladeiro e cai na cabeça de um soldado romano.
Ao bater no capacete do soldado a enorme pedra pula para cima , igual pipoca estourando na panela.
A cena foi protagonizada pelo ator e halterofilista Mark Forest e entrou para a história como uma das “gafes” mais escrachadas do cinema mundial.
Nos filmes e séries da TV os enredos e argumentos procuram seguir uma coerência, uma lógica, isto é chamado de verossimilhança.
Quando a ficção exagera e ultrapassa a barreira do razoável, exacerbando em algo fora dos limites , apesar de ser só um filme, perde o realismo e vira chacota.
No passado havia uma expressão que denominava isso como uma “pilhada”.
Esse filme é uma pilhada!
(Diferente da “pilha” de hoje.)
O repertório de gírias se expandiu com sentidos semelhantes:
Caó, migué, papo furado e ainda o tradicional:
Conversa para boi dormir.
No atual momento político institucional, estamos envolvidos em uma “forçação de barra” e um mar de contradições.
Querem nos fazer acreditar que as pedras que o Maciste lança sobre os soldados são de verdade.
Existe uma gigantesca desconexão entre as narrativas e ilações em contraponto com o que conhecemos e entendemos como a lógica e realidade.
Na política internacional, declarações de incentivo ao multilateralismo entre as nações foram ditas pelo Presidente da República.
Na prática, durante o discurso do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu na ONU, a comitiva brasileira se retirou.
De lambuja fomos chamados de covardes morais.
Por aqui, no ambiente doméstico, ambos lados da política, fazem ilações e lançam desconfianças de algum “mal feito” em desfavor do adversário.
As respostas já estão engatilhadas:
É um absurdo, armação ou “conversa fiada”, para os mais antigos. O Genérico e “modernoso” :
Dãããhh …nada a ver!
Se as suspeitas forem aos candidatos do lado oposto , os acusados já estão de antemão condenados !
Hummmm…. viu só !? Eu te falei !
Em véspera de eleições, nada pode ser mais oportuno que acusar o oponente!
Se for verdade ninguém vai investigar e se for mentira, passa por verdade.
São as estratégias.
Lembro-me que no centro de Porto Alegre, havia um ladrão que roubava transeuntes e saía correndo gritando :
Pega ladrão ! Pega ladrão!
A verdadeira vítima ia atrás gritando também, mas o ladrão tinha para si espaços livres e abertos para correr.
Voltando…
Suspeitos não são investigados por falta de comprovações.
Mas, para comprovar algo é preciso investigar!
Ou ainda , as provas são verdadeiras, porém foram obtidas fora do rito processual.
Que absurdo levantar tamanha injustiça só porque… blá blá blá… (aí vem a desculpa oportuna).
E o ladrão é perdoado recebe o dinheiro de volta, contradições e casuísmos correndo soltas campo à fora!
Investigar sim , mas só quem me investigou , como ousou investigar sem a minha autorização!?
Tudo em nome da democracia!
Neste ponto, faltariam pedras para o Maciste!
Há uma expressão que diz :
Brasileiro morre de tudo, menos de tédio.
Sim ! É verdade.
Não precisamos mais de ficção,
a realidade brasileira tem todos os gêneros:
Temos drama, policial, pornografia, terror , suspense, comédias , ficção muita ficção.
Contudo , é preciso estômago forte para acompanhar cenas explícitas de cinismo e desfaçatez.
Particularmente, acredito em um “Deep State” nadando de braçadas por aqui .
Ahhhh!!
Um detalhe importantíssimo!!
As pedras do Maciste precisavam ser de mentirinha, pois eram só um passatempo sem maior importância.
Entretanto, em 04 de Outubro escolheremos o novo filme, será a oportunidade do espectador participar.
Quem pensa em só assistir imaginando que os resultados irão atingir somente aos outros…
Não parça, você está junto nessa!
As pedras do Maciste no filme antigo eram de isopor, mas as que poderão vir a cair sobre nossas cabeças são verdadeiras.
Sem nossas ações concretas, continuaremos telespectadores das sessões pastelão nos Três Poderes, e ainda pior, reprisadas por nossa própria omissão.
Rogério Pons da Silva
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Em 2026, não podemos aceitar “pedras de isopor” nem narrativas convenientes: é hora de votar com lucidez, defender a verdade e cobrar responsabilidade. Parabéns pelo texto, Rogério!