Quarta-feira, 27 de Maio de 2020

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Notícias As vendas do comércio e da indústria apresentaram queda expressiva no final de março, já com a vigência da quarentena

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Dados contam em relatório da Secretaria Estadual da Fazenda. (Foto: Marcello Campos/O Sul)

Dados iniciais a Receita Estadual sobre os impactos econômicos das medidas de contenção à pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul apontam quedas expressivas nas vendas dos segmentos de varejo (-43%), indústria (-35%) e atacado (-17%) no período de 21 e 27 de março, quando comparadas ao mesmo intervalo de tempo no ano passado.

Na semana anterior, entre 16 e 20 de março, as atividades haviam apresentado um incremento de vendas, que pode ter sido motivado pela corrida de diversos consumidores às compras, em uma medida de precaução diante da quarentena anunciada pelo governo do Estado.

O balanço faz parte de uma análise de impacto da Covid-19, com base em informações fiscais da instituição (sobretudo as notas eletrônicas). “Esses dados de evolução das vendas estão sendo monitorados para identificar se esse será o patamar de estabilização nas próximas semanas”, salienta o Palácio Piratini em seu site oficial.

A finalidade do relatório, que será disponibilizado semanalmente nos portais da Sefaz (Secretaria Estadual da Fazenda), é avaliar como a chegada da pandemia está impactando os principais setores da economia gaúcha.

A análise compreende o período de 16 (primeiras medidas restritivas adotadas pelo Executivo estadual) a 27 de março. São observados a evolução da emissão de notas fiscais eletrônicas, as vendas e o preço médio dos combustíveis, comercialização dos demais produtos, a fim de apresentar uma visão do desempenho por segmento de atividade (indústria, atacado e varejo).

“Inicialmente verificamos um leve crescimento nas vendas, impulsionado por grupos pontuais do varejo, como medicamentos, higiene e alimentos”, destaca o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira. “No entanto, esse aumento já foi superado com folga pelas quedas bruscas contabilizadas a partir da semana seguinte, com destaque para combustíveis, eletrônicos, vestuário e móveis.”

Ainda segundo ele, embora todos os setores tenham sido afetados, o impacto variou conforme o segmento: “Os dados publicados pela Receita Estadual são fundamentais para garantir transparência neste momento atípico, mas também para robustecer o processo de tomada de decisão do governo, visando proteger a saúde dos cidadãos gaúchos e minimizar os efeitos econômicos para o setor público, para o setor privado e para os trabalhadores”.

Segmentos

O desempenho dos setores industriais registra expansão em segmentos relacionados com consumo básico e higiene, embora já apresentem tendência de queda. Em segmentos relacionados à produção de bens de capital ocorreram reduções intermediárias no período, com atividades ainda não tão impactadas quanto as diretamente relacionadas ao consumo final.

Os bens duráveis e semiduráveis, que têm impacto significativo na arrecadação, como o setor coureiro-calçadista, registram quedas significativas em seus volumes de venda, com ampliação na última semana.

Na primeira semana, em relação a período equivalente do ano passado, houve crescimento nas vendas de alguns produtos, como medicamentos, materiais hospitalares, higiene e alimentos. As vendas de eletroeletrônicos, vestuário e calçados, por exemplo, registraram quedas expressivas no período.

Refletindo a conjuntura internacional do petróleo, os preços médios dos combustíveis apresentaram queda no período recente. A gasolina comum, por exemplo, que chegou a atingir R$ 4,79 no final de janeiro, estava em R$ 4,62 no dia 16 de março e passou a R$ 4,44 no dia 27, última data de análise do relatório.

(Marcello Campos)

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