Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de novembro de 2026
Uma pesquisa da Universidade Monash, na Austrália, publicada na revista Alzheimer’s & Dementia, mostrou que o uso de aspirina em baixas doses foi associado a uma redução de aproximadamente 70% no risco relativo de demência entre idosos com um perfil genético específico.
A associação apareceu entre os participantes com as pontuações genéticas mais altas relacionadas à quantidade de plaquetas — componentes do sangue que ajudam na formação de coágulos. O grupo que teve a associação correspondia aos 20% com maior pontuação.
Os autores, entretanto, consideram um conjunto de variações no DNA associadas à contagem de plaquetas, ou seja, o resultado se refere a um perfil genético, e não apenas à quantidade de plaquetas identificada em um exame de sangue comum.
No mesmo grupo, porém, o risco de sangramentos graves foi cerca de duas vezes maior, um resultado que impede interpretar o achado como uma recomendação para começar a tomar o medicamento.
Para o estudo, os cientistas reuniram dados genéticos de 13.541 participantes do estudo ASPREE, que comparou o uso de aspirina com um placebo. Entre os idosos com o perfil maior de plaquetas, aproximadamente 1% dos que receberam aspirina desenvolveram demência, contra 3,3% dos que receberam placebo.
A redução de cerca de 70% é relativa à comparação entre os grupos, em termos absolutos, a diferença foi de aproximadamente 2,3 pontos percentuais.
Os autores do estudo revelaram que os resultados ainda são iniciais e que serão necessários mais pesquisas para validar, além de análises em outras populações e realizar ensaios clínicos específicos com pessoas daquele perfil genético. Eles afirmam ainda que os resultados não fundamentam que tomar aspirina pode prevenir demência, especialmente diante do aumento dos sangramentos graves.
O que é demência?
Demência é um conjunto de sinais e sintomas, incluindo esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos ou dificuldade em lembrar nomes.
Atualmente, o SUS oferece diagnóstico e tratamento multidisciplinar para pessoas com demência, incluindo Alzheimer, em centros de referência e unidades básicas de saúde.
Um diagnóstico precoce permite ações terapêuticas que podem retardar sintomas, aliviar a carga familiar e melhorar a qualidade de vida.
Dados do Ministério da Saúde mostram que até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou retardados. As informações são do jornal O Globo e do site Metrópoles.
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