Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de março de 2016
Tomar aspirina regularmente ajuda a reduzir o risco de câncer. De acordo com um estudo publicado no periódico científico JAMA Oncology, a ingestão regular de pequenas doses do medicamento pode diminuir a probabilidade de desenvolvimento de tumores em geral, sobretudo os cânceres de estômago e de intestino.
Para chegar a tais resultados, pesquisadores americanos acompanharam dados de saúde de 136 mil pacientes, ao longo de 32 anos. A pesquisa aponta que, potencialmente, poderia ser impedido 10 mil novos casos de câncer por ano.
Os resultados mostraram que os voluntários que tomavam aspirina regularmente – duas vezes por semana ou mais – por, no mínimo, seis anos, tinham um risco 3% menor de desenvolver qualquer tipo da doença. No que diz respeito a tumores de estômago e intestino, essa redução foi ainda maior: 15% e 19%, respectivamente.
“Ainda não estamos no ponto em que podemos recomendar a aspirina para a prevenção do câncer. Mas as pessoas devem, sim, discutir o assunto com seus médicos, particularmente aquelas com fatores de risco, como histórico familiar para o câncer gastrointestinal”, disse Andrew Chan, um dos autores do estudo.
Embora ainda não se saiba como a aspirina protege contra tumores, acredita-se que o efeito benéfico seja decorrente de sua ação na espessura do sangue. Muitas vezes o corpo tem dificuldade para eliminar células cancerosas porque as plaquetas do sangue podem se prender a elas e as esconder do sistema imunológico. Dessa forma, os autores suspeitam que o medicamento aja na luta contra a produção precoce de tumores.
A aspirina é cada vez mais vista como uma droga milagrosa, que pode ajudar a evitar uma série de doenças. Barato e de baixo risco, o remédio já está sendo usado por milhões de pessoas na Grã-Bretanha para reduzir o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral. É também utilizado para aumentar a fertilidade. Pesquisas recentes sugerem que ele pode proteger contra a demência.
Entretanto, um estudo do Queen Mary University, em Londres (Inglaterra), mostrou que há efeitos colaterais como sangramento severo no estômago e úlceras que levaram a aproximadamente 900 mortes por ano.
Nenhuma redução foi observada em relação ao câncer da mama, da próstata ou do pulmão.
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