Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Flavio Pereira | 1 de outubro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O presidente Lula em discurso, no dia 9 de setembro em Teresina, associou o Tribunal Superior Eleitoral a “falcatruas”. A Corte eleitoral teve oportunidade de se manifestar sobre o caso, pois o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ingressou com uma ação denunciando o caso, e apontando que Lula ultrapassou a crítica à Justiça Eleitoral e tentou desacreditar a integridade do processo eleitoral. O presidente da Corte, ministro, Kassio Nunes Marques, apenas determinou que Lula apague o vídeo. O ministro se manifestou nos autos de forma tímida, face a gravidade da declaração: segundo Nunes Marques, a fala de Lula tem caráter depreciativo e enganoso e incita a população “contra a Instituição que é pilar fundamental da República e da democracia brasileira responsável pela realização de eleições limpas e transparentes em todo o território nacional”.
O que afirmou Lula:
– Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições, que não venha o Tribunal Eleitoral querer falcatrua, porque a gente sabe o que eles são capazes”.
E se fosse um candidato de direita?
Imaginem se um candidato de direita afirmasse que “não venha o Tribunal Eleitoral querer falcatrua, porque a gente sabe o que eles são capazes”. Imediatamente seria intimado a prestar esclarecimentos em 24 horas sobre a grave insinuação. E de imediato dezenas de entidades-capacho da esquerda emitiriam um abaixo-assinado exigindo providencias. Artistas milionários com o dinheiro sugado dos impostos, recolhido através da Lei Rouanet viriam a público denunciar o desrespeito ao processo eleitoral. Mas nada disso aconteceu. Porque a frase que tenta desacreditar a Justiça Eleitoral foi dita por Lula.
Decreto garante passe livre domingo em Porto Alegre
Ontem, o prefeito Sebastiao Melo publicou no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa),o Decreto nº 23.975, que fixa o dia 4 de outubro como Dia de Passe Livre e estabelece que os usuários do transporte coletivo por ônibus ficam isentos do pagamento da tarifa social única nessa data.
Justiça Eleitoral disponibiliza aplicativo para acompanhar totalização de votos
Estamos a três dias para as Eleições Gerais de 2026, e a Justiça Eleitoral já disponibilizou a nova versão do aplicativo “Resultados”, que permite a qualquer pessoa acompanhar, em tempo real, a totalização dos votos. Ele está disponível para celulares Android e iOS. Quem já tinha a versão anterior recebe a atualização de forma automática, informa o TSE.
O 1º turno será no próximo domingo (4). Se houver 2º turno, ocorrerá em 25 de outubro. A totalização também poderá ser acompanhada pelo Portal Resultados, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O aplicativo permite consultar o andamento da totalização em todo o país, por estado, município ou zona eleitoral. Os dados são atualizados conforme os Boletins de Urna (BUs) são recebidos e processados pela Justiça Eleitoral. É possível pesquisar os votos por cargo e por candidata ou candidato. Ao término da totalização, também ficam disponíveis os resultados finais, os percentuais de votação, os votos por partido e as pessoas eleitas ou que disputarão o 2º turno, quando houver.
Na pesquisa Futura, Flavio Bolsonaro dispara no segundo turno
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera a projeção da Futura Inteligência para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Divulgada nesta quarta-feira (30) a pesquisa mostra Flavio se distanciando com 49% das intenções de voto em um embate direto com o presidente Lula (PT), que registra 43,5%.
A pesquisa Futura Inteligência entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 29 de setembro de 2026, por meio de entrevista telefônica assistida por computador (CATI). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por 100% Cidades e está registrado no TSE sob o protocolo BR-01122/2026.
PSOL sofre derrota no STF: confirmadas leis que estruturam a carreira de policial e bombeiro militar no RS
O Plenário do Supremo Tribunal Federal validou, por unanimidade, leis do Rio Grande do Sul que estruturam a carreira de policial e bombeiro militar no estado. Na Ação Direta e inconstitucionalidade (ADI 7.855) proposta pelo PSOL, o STF decidiu que as normas não violaram a competência da União e apenas adaptam normas gerais à realidade local gaúcha. O PSOL se insurgiu contra pontos da lei que “suprimem graduações nacionais, criam formas de ingresso e progressão não previstas, alteram interstícios e extinguem cargos essenciais para a padronização das corporações militares”. O relator, Ministro Gilmar Mendes destacou em seu voto, que a lei estadual está condizente com as normas gerais fixadas pela União:
“Nesse ponto, tanto o Comando do Exército brasileiro, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República se manifestaram pela compatibilidade entre as legislações, de modo que as especificidades da legislação do Rio Grande do Sul se justificam em razão das questões locais”, afirmou Gilmar.
A Ação acolheu como amicus curiae (o terceiro que ingressa no processo com a função de fornecer subsídios ao órgão julgador), a Associação dos Oficiais da Brigada Millar e do Corpo de bombeiros (ASOFBM) e a Associação dos Oficiais Estaduais do Rio Grande do Sul, (AOFERG)
Debate sem Lula
O presidente Lula (PT) decidiu não participar do debate presidencial da TV Globo nesta quinta-feira (1º), último encontro previsto antes do primeiro turno das eleições.
Flávio Bolsonaro confirmou presença no debate, assim como Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Romeu Zema (Novo) também passou a ter participação autorizada após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques. Renan Santos (Missão) também não está descartado da composição do debate após a desistência de Lula.
Flavio Pereira
@flaviorrpereira
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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