Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Carlos Roberto Schwartsmann Até na pandemia a clínica foi soberana!

Compartilhe esta notícia:

A pandemia nos ensinou muitas coisas. (Foto: Reprodução)

O ditado “a Clínica é Soberana” vive dentro da alma dos antigos médicos que aprenderam pela experiência que ele será eterno, perene!

A fantástica evolução tecnológica dos dias de hoje, permitiu o desenvolvimento de exames complementares, laboratoriais, de imagem, de alta precisão (Ressonância, tomografia, cintilografia etc.)

A sofisticação e o fascínio induziram o paciente a confiar mais no resultado dos exames e não mais no médico. Esquecemos que qualquer exame deve estar relacionado a anamnese e ao exame clínico: Pedras fundamentais do diagnóstico.

A análise matemática, de qualquer exame, pode induzir a uma distorcida interpretação ou engano. É fundamental correlacionar o resultado do exame com a suspeita diagnóstica.

É comum, abaixo do laudo, a advertência de que, aqueles dados devem ser correlacionados com a clínica do paciente.

A pandemia nos ensinou muitas coisas:

— Como somos vulneráveis! Como podemos ser dirigidos como manadas! Como nossas crenças podem ser tão diferentes!

— Regras completamente distorcidas de razão ou lógica foram instituídas:

— Vias de acesso foram bloqueadas, rodovias interrompidas, lojas fechadas mas supermercados abertos!

— Não podíamos ir a praça ou a praia.

— Não podíamos tomar banho de sol, nem mesmo surfar.

— Eu quero me vacinar! Eu não quero me vacinar!

— Eu quero usar máscara! Eu não quero usar máscara!

— Para circular no restaurante era necessário usar mascara, mas não era necessário se estávamos sentados, comendo.

— Distanciamento humano, familiar e afetivo foi imposto em todo mundo por comissões político-médicas.

— Mas o que isso tem que haver com a soberania da clínica?!

—A covid-19 já dura dois anos e já matou seis milhões de pessoas.

— No início, o paciente era considerado curado da virose após quarentena de duas a três semanas, mas com novo teste negativo.

— Com o passar do tempo aceitamos o afastamento de 10 dias.

— E, finalmente, decidimos que o paciente poderia voltar ao convívio social após 5-7 dias, se não tivesse sintomas: febre, tosse, coriza ou dor de garganta.

Os matemáticos testes, que no início confirmavam a doença e indicavam a quarentena, foram perdendo o prestigio, principalmente porque registravam muitos falsos positivos ou negativos.

Os maravilhosos testes se tornaram inconfiáveis!

No combate à doença nos restou a eterna orientação clínica. Na falta de sintomas, independente de exames, o indivíduo poderia voltar ao convívio social! Viva a clínica, ela será eternamente soberana!

Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e Professor universitário

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Carlos Roberto Schwartsmann

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Semipresidencialismo está sendo analisado por grupo de trabalho na Câmara dos Deputados
PL pressiona Lira
Pode te interessar

Carlos Roberto Schwartsmann O Sol merece palmas!

Carlos Roberto Schwartsmann Que pena, Brasil!

Carlos Roberto Schwartsmann Desorientados e impotentes!

Carlos Roberto Schwartsmann Um País esquizofrênico!