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Mundo “Vou atacar uma escola”, avisou o atirador do Texas no Facebook minutos antes de matar 19 crianças e dois professores

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Pessoas reunidas do lado de fora da Robb Elementary School em Uvalde, no Texas, nesta quarta.

Foto: Reprodução
Pessoas reunidas do lado de fora da Robb Elementary School em Uvalde, no Texas, nesta quarta. (Foto: Reprodução)

O atirador que matou 19 crianças e dois professores em uma escola no Texas, nos Estados Unidos, na terça (24) postou nas redes sociais que iria abrir fogo no local poucos minutos antes de seu ataque, disse o governador Greg Abbott nesta quarta-feira (25), conforme surgem detalhes angustiantes sobre o tragédia.

O atirador, identificado como Salvador Ramos, de 18 anos, também escreveu uma mensagem dizendo que ia atirar na avó e outra confirmando que o fez, afirmou Abbott em entrevista coletiva. Sua avó, em quem Ramos atirou no rosto pouco antes de atacar a escola, sobreviveu e chamou a polícia.

Ramos fugiu da casa em que morava com a avó e bateu seu carro perto da Robb Elementary School em Uvalde, no Texas. Ele entrou na escola por uma porta dos fundos carregando um fuzil de assalto AR-15 e usando equipamento tático.

Ele invadiu em uma sala de aula do quarto ano, disseram as autoridades, e matou alunos e professores antes de ser morto a tiros por um oficial da Patrulha de Fronteira dos EUA, disse Abbott. Outras 17 pessoas sofreram ferimentos sem risco de morte.

As mensagens online foram o único aviso prévio, declarou Abbott, acrescentando que Ramos, que abandonou o ensino médio, não parecia ter antecedentes criminais ou histórico de problemas de saúde mental.

Abbott disse que as postagens foram feitas no Facebook, mas porta-vozes da empresa controladora do Facebook, a Meta Platforms, disseram que eram mensagens privadas descobertas após o ataque. A empresa se recusou a dizer quem recebeu as mensagens ou quais plataformas da Meta, como Messenger ou Instagram, foram usadas para enviá-las.

Ramos comprou dois fuzis e 375 cartuchos de munição em março, segundo autoridades.

O ataque, que ocorreu 10 dias depois que um declarado supremacista branco atirou em 13 pessoas em um supermercado em um bairro majoritariamente negro de Buffalo, em Nova York, reacendeu um debate nacional sobre as leis de armas dos EUA.

Em um sinal da atmosfera política carregada, Beto O’Rourke, o candidato democrata a governador que desafia Abbott nas eleições de novembro no Texas, interrompeu a entrevista coletiva para confrontar Abbott por afrouxar, em vez de restringir, as leis de armas do Estado.

O’Rourke foi escoltado para fora do prédio e falou com repórteres do lado de fora, chamando de “insano” que um jovem de 18 anos tenha permissão legal para adquirir um AR-15, e prometendo buscar os limites de armas.

“Poderíamos fazer isso se tivéssemos um governador que se preocupasse mais com o povo do Texas do que com sua própria carreira política ou sua fidelidade à NRA”, disse ele, referindo-se à Associação Nacional do Rifle, uma organização de defesa dos direitos das armas.

O Texas tem algumas das leis de armas de fogo mais permissivas dos Estados Unidos.

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