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Mundo Atirador se divertia com vítimas de boate implorando por suas vidas

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Omar Mateen, que matou 49 pessoas em uma boate gay, ria enquanto atirava. (Foto: Reprodução)

A única pessoa que conseguiu escapar da morte dentre aquelas que estavam no banheiro quando o atirador abriu fogo e matou cerca de 30 jovens no local, contou que o autor do massacre ria enquanto efetuava os disparos contra os frequentadores da casa noturna Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos. Na ocasião, 49 pessoas foram assassinadas e 53 feridas.

Norman Cassiano, de 26 anos, chegou a ser baleado nas costas por quatro vezes, dentro do box, mas conseguiu passar por cima dos cadáveres e saiu. Ele foi levado para o hospital e liberado um dia depois.

Segundo a vítima contou para o “Daily Mail”, quanto mais as pessoas imploravam por suas vidas, mais o atirador parecia se divertir.

Cassiano ainda chegou a ser confundido pelos policiais por estar vivo. “Eles pensaram que eu era o atirador. Eu disse que não era o monstro, eu era uma vítima. Eu coloquei minhas mãos para cima”, relatou.

Atirador frequentava boates gay, diz cliente

Omar Mateen costumava frequentar a boate gay, segundo clientes da casa noturna em entrevista ao jornal “Orlando Sentinel”.

Ty Smith, um dos frequentadores, informou que às vezes o atirador sentava em um canto e ficava bebendo sozinho. Em outras vezes, ele ficava muito bêbado que chegava a ser agressivo com as pessoas.

Outro cliente, Kevin West, afirmou já ter trocado mensagens com o americano de origem afegã em um programa de bate-papo voltado para o público gay por quase um ano.

O massacre de Orlando foi um dos mais violentos desde os atentados de 11 de setembro de 2001. O diretor do FBI James Comey informou que a Polícia Federal está convencida de que Mateen se “radicalizou” com a propaganda do Estado Islâmico na Internet e teria proclamado sua lealdade em uma série de ligações durante o ataque.

Ex-mulher de assasino reforça que ele tinha tendências homossexuais

A relação de Omar Mateen com a comunidade gay vai sendo esclarecida a medida que novos relatos surgem sobre seu comportamento. A ex-mulher do autor do massacre informou que ele tinha “tendências homossexuais”, reforçando o depoimento de vizinhos que afirmaram que o homem costumava frequentar a boate gay com certa frequência.

O pai de Mateen também revelou que seu filho havia ficado irritado após presenciar dois homens se beijando. (AD)

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