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Variedades Atriz se manifesta após prisão em voo e diz que teve emergência médica

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Selma Blair, diagnosticada com esclerose múltipla, é acusada de agredir comissários de bordo, policial e enfermeira. (Foto: Reprodução/Instagram)

A atriz Selma Blair se pronunciou pela primeira vez após ser presa por um incidente a bordo de um voo da Delta Air Lines, nos Estados Unidos. Em comunicado divulgado por seu representante à revista People, ela afirmou ter sofrido uma emergência médica e negou ter tentado abrir a porta do avião ou machucar alguém.

“Selma passou por uma emergência médica durante o voo. Não houve tentativa de abrir a porta da aeronave. Selma não tinha intenção de machucar ninguém”, declarou o representante.

O episódio ocorreu em 11 de outubro, durante um voo de Los Angeles para Nova York. Segundo relatos policiais, Blair teria agredido dois comissários de bordo, mordendo um deles e dando um soco no outro. Após o pouso no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, foi detida e levada a um hospital.

Documentos judiciais citados pela imprensa americana também apontam que a atriz teria chutado uma policial durante o transporte para a unidade de saúde e atingido uma enfermeira no peito. Blair foi denunciada por duas acusações de agressão em segundo grau, declarou-se inocente em audiência no dia 12 de outubro e foi liberada após pagar fiança. O FBI investiga o caso.

Defesa

A equipe da atriz criticou a cobertura do episódio e afirmou que as informações divulgadas não apresentam todo o contexto.

Blair revelou em 2018 que tem esclerose múltipla, doença crônica que afeta o sistema nervoso central. Segundo a equipe, ela também tem afeto pseudobulbar, condição neurológica que pode provocar manifestações emocionais involuntárias.

A defesa atribuiu o comportamento à falta de medicamentos para controlar sintomas neurológicos, ao cansaço extremo e a um possível ferimento na cabeça durante o voo. Segundo o advogado Shawn Barnes, esses fatores, combinados à altitude, teriam provocado confusão e desorientação.

A Delta afirmou que a segurança dos passageiros e da tripulação é prioridade. Em 2016, Blair já havia sido retirada de outro voo após uma crise. Na ocasião, disse ter misturado álcool com medicamentos e sofrido um apagão.

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