Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de novembro de 2026
Nos Estados Unidos, investigadores apuram as causas da queda de um avião que matou as nove pessoas a bordo, no domingo (1º), na Flórida. A copiloto era filha de brasileiros.
Foi como se um míssil tivesse caído no meio da rua. A queda do jato particular, no domingo (1º) à tarde, deixou uma cratera em uma área residencial do Condado de Palm Beach, na Flórida; 600 moradores tiveram que sair de casa. Os nove ocupantes do jato morreram.
Uma das vítimas é filha de brasileiros. Nathalia Gadelha Filgueiras tinha 20 anos e era copiloto do avião. Segundo a família, desde criança, ela se dizia apaixonada pela aviação. Ganhou destaque na imprensa local ao conquistar a licença de piloto particular aos 17 anos, enquanto terminava o ensino médio. Em uma entrevista ao canal CBS, ela disse que gostava de ser diferente dos colegas.
A emissora local publicou que as outras vítimas a bordo eram dois casais, um deles com dois filhos pequenos e uma babá. A identidade do piloto ainda não foi revelada.
O Learjet 60 partiu do Aeroporto Internacional de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A queda foi pouco antes de 13h. Um alerta de enchentes na região estava em vigor no momento do acidente. Em um áudio da comunicação com os controladores de tráfego aéreo, a tripulação informou que o avião enfrentava turbulência e formação de gelo. Não se sabe de quem é a voz na cabine.
– “Negativo 47º C. Estamos lidando com o gelo, mas há turbulência moderada”.
– “Ok, Novembro 722 Bravo Delta (inaudível), me avise se precisar de mais alguma coisa”.
A aeronave informou que havia precipitações, e o controle respondeu que não havia condições melhores por perto.
– “Agora estamos entrando em precipitação. Precisamos subir para o nível 370 (inaudível), Bravo Delta”.
– “Suba e mantenha (inaudível) nível 370. Não há condições melhores na sua rota atual devido ao tráfego”.
A aeronave não conseguiu ganhar altitude e declarou mayday – um pedido de socorro.
– “Estamos descendo 8 mil… Mayday! Mayday! Estamos descendo a 10 mil pés por minuto”.
A tripulação relatou que o avião perdia altitude a uma taxa de 20 mil pés – cerca de 6 km – por minuto. O site de rastreamento Flightradar24 registrou esses momentos.
– “Declaramos emergência, 722 Bravo Delta! Estamos em uma condição (inaudível), descendo a 20 mil pés por minuto”.
– “Estou acompanhando sua emergência, me diga do que precisa”.
Segundos depois, a cabine alerta que eles vão colidir com o solo, e se ouvem gritos.
– “Vamos colidir com o solo, 722 Bravo Delta. Estamos descendo a 22 mil pés por minuto e inclinando a aeronave em (inaudível) graus”.
Na última mensagem, 35 segundos depois do primeiro pedido de socorro, a tripulação disse, em desespero: estamos sem tempo.
– “Olhem lá fora! Estamos sem tempo”.
– “Bravo Delta, me escuta?”.
Investigadores do Conselho Nacional de Segurança de Transportes dos Estados Unidos investigam as causas do acidente e disseram na segunda-feira (2) que há indícios de que o avião tenha começado a se desintegrar ainda no ar, durante a queda acentuada. As equipes agora tentam retirar os destroços da cratera e também procuram por outras partes, que podem ter se espalhado para áreas distantes. As informações são do Jornal Nacional.
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