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Rio Grande do Sul Aumenta a desconfiança dos industriais gaúchos em relação ao cenário econômico do País

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Informação consta em relatório divulgado pela Fiergs. (Foto: Arquivo/Fiergs)

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou 45,2 pontos em junho entre os protagonistas gaúchos do setor, um recuo de 0,7 ponto em relação ao mês anteior. É o que aponta um levantamento divulgado nessa quinta-feira (18) pela Federação das Indústrias do Estadodo Rio Grande do Sul (Fiergs). Quanto mais distante de 50 pontos, mais intensa e disseminada é a percepção negativa.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho, com 139 empresas, sendo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes. O conteúdo completo pode ser acessado no sote observatoriodaindustriars.org.br.

Para o presidente da entidade, Claudio Bier, a retomada consistente da confiança industrial enfrenta desafios relevantes no cenário econômico: “A inflação e a manutenção de juros em patamares elevados limitam os investimentos. Além disso, o conflito no Oriente Médio e as taxações americanas continuaram afetando os negócios”.

No estudo o resultado é atribuído sobretudo à piora das expectativas para os próximos seis meses, apesar de uma leve melhora na avaliação das condições atuais (cujo índice avançou de 40,6 para 41,9 pontos, alta de 1,3 ponto sobre maio e segundo crescimento consecutivo).

O Índice de Condições da Economia Brasileira passou de 33,3 a 35 pontos. Embora a percepção dos industriais esteja menos negativa, ainda prevalece a avaliação de deterioração do cenário: 56,1% afirmaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito.

Já o Índice de Condições da Empresa atingiu 45,4 pontos em junho, após alta de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível em um ano. Os dados indicam redução na intensidade da avaliação negativa. A parcela de industriais que relatou piora das condições recuou de 32,6% para 27,3%, enquanto a que apontou estabilidade aumentou de 55,8% para 59,7%.

A melhora das expectativas observada em maio não se manteve em junho. Após avançar 4,6 pontos e atingir 48,5 pontos no mês anterior, o indicador recuou 1,7 ponto, para 46,8 pontos, ampliando a distância em relação à linha dos 50 pontos, indicando pessimismo mais disseminado entre os industriais gaúchos para os próximos seis meses.

Expectativas

O Índice de Expectativas para a Própria Empresa permaneceu em terreno otimista pelo segundo mês consecutivo. Ainda assim, o indicador recuou 1,7 ponto entre maio e junho, alcançando 51,3 pontos, indicando um otimismo menos generalizado e intenso do que no mês anterior. Nesse contexto, 60,4% dos empresários projetam estabilidade para suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 23% esperam melhora das condições dos negócios.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira registrou queda em junho. O indicador recuou 1,9 ponto em relação a maio, atingindo 37,9 pontos. O resultado reforça o quadro de pessimismo em relação à economia nacional, percepção que se torna mais difundida à medida que o índice se afasta da linha dos 50 pontos. Nesse cenário, 45,3% dos industriais projetam deterioração da economia brasileira nos próximos seis meses.

(Marcello Campos)

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