Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

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Rio Grande do Sul Aumenta valor de pagamento a municípios gaúchos para aderirem ao serviço Chamar 192 do Samu

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Estado oferecerá regulação médica, com orientação e capacitação de equipes.

Foto: Cristine Rochol/PMPA
Como contrapartida aos municípios que aderirem, SES oferecerá regulação médica, com orientação e capacitação de equipes. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

A Secretaria da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul aumentou o valor, de R$ 15 mil para R$ 45 mil, para os municípios aderirem e custearem o Chamar 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O projeto é voltado a municípios de pequeno porte que ainda não tenham cobertura do Samu em seu território. A expectativa da SES é ter 100% dos municípios gaúchos abrangidos pela Central Estadual de Regulação das Urgências, por meio do telefone 192. Das 226 cidades que não ofertavam os serviços até a implantação do projeto, em agosto de 2020, apenas 50 aderiram até o momento.

A maioria dos municípios pequenos faz os atendimentos com equipes e ambulâncias próprias. Com esse projeto, esses municípios serão integrados à rede de urgência, o que possibilitará a abertura do número 192 para os atendimentos de urgência e emergência. Em contrapartida, a SES oferecerá regulação médica primária e secundária, com orientação médica e capacitação das equipes.

A resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) que definiu o aumento do valor foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8). Serão pagos aos municípios que aderirem o Chamar 192 R$ 15 mil em parcela única para a implantação das equipes e da estrutura, e R$ 30 mil em duas parcelas, para custeio. Na resolução, também foi flexibilizado o horário de plantão da equipe de atendimento, que poderá ser em regime presencial ou sobreaviso sem tempo mínimo especificado.

“Nossa regulação está apta a receber todos os chamados desses municípios, além dos que já regulamos rotineiramente”, disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann. “Os municípios pequenos encontram dificuldades para fazer o transporte de pacientes de um hospital para outro e de realizar o atendimento pré-hospitalar, principalmente neste momento crítico da pandemia de Covid-19. Todas as cidades precisam estar conectadas com a regulação estadual, porque essa é uma forma de dar agilidade ao atendimento, podendo utilizar classificação de risco e o sistema de referências hospitalares”, acrescentou Arita.

“É fundamental reforçar a rede de urgência e emergência do Estado. Essa é uma das principais estratégias para a garantia de atendimento de pacientes críticos e se mostrou ainda mais importante ainda durante a pandemia. Estamos utilizando muito as equipes do Samu e as portas de entrada do sistema de urgência”, completou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

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