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Economia Autonomia do Banco Central será reavaliada

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Presidente desembarca no país – principal parceiro do Brasil – em março; Itamaraty define a agenda como ‘prioridade. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Em entrevista exclusiva à CNN na quinta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo pretende reavaliar a autonomia do Banco Central (BC) ao final do mandato do atual presidente da entidade, Roberto Campos Neto.

“O que eu quero saber é o resultado (de um BC autônomo), o resultado vai ser melhor? Um Banco Central autônomo vai ser melhor? Vai melhorar a economia? Ótimo, mas se não melhorar, nós temos que mudar”, disse.

“Vamos ver qual é a utilidade que a independência do Banco Central teve para este país. Se trouxe para o país uma coisa extraordinariamente positiva, não tem problema nenhum ele ser independente”, afirmou o presidente.

Lula, entretanto, destacou que o BC “não é independente, é autônomo”, ressaltando que a entidade tem compromissos com a sociedade brasileira, com o Congresso Nacional e com ele, presidente da República.

“O que eu quero saber é o resultado. O resultado vai ser melhor? Um Banco Central autônomo vai ser melhor? Vai melhorar a economia? Ótimo [se melhorar], mas se não melhorar, nós temos que mudar”, salientou o chefe do Executivo.

Lula disse ainda que não cabe a ele “ficar brigando” com Campos Neto, mas que se necessário, irá conversar com ele. O petista disse que seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem um papel mais fundamental nesta abordagem direta com Campos Neto.

“Eu acho que o Haddad tem toda a disposição para conversar com o presidente do BC. Já conversou várias vezes e vai continuar conversando. Se for necessário o presidente da República conversar com o presidente do BC, se for do interesse do Brasil, eu também não tenho problema nenhum em conversar com quem quer que seja”, afirmou.

Ao falar sobre os juros em patamares elevados, Lula novamente mostrou anseio por uma queda da Selic, e citou o mercado em relação ao atual nível da taxa básica.

“Eu fico me perguntando qual é o empresário que vai investir [no país] tendo que tomar dinheiro a 13,75% de juros. Não vai. É maior do que a taxa de retorno que ele pode querer ganhar”, avaliou.

“Então, se tem uma lei que diz que o presidente do Banco Central precisa cumprir essas funções [meta da inflação], ele precisa cumprir, é a meta dele. Quando o presidente da República era responsável pelo BC, porque ele indicava, nós conversávamos. Quando se tinha que aumentar, aumentava, sem problema nenhum. Mas você precisava cuidar do outro lado”, completou o presidente.

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