Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Notícias Autoridades de saúde orientam os médicos sobre o atendimento de eventuais pacientes do coronavírus em Porto Alegre

Informações foram elaboradas pelo Cremers e Secretaria Municipal de Saúde. (Foto: EBC). 

Os médicos que atuam em hospitais, clínicas e postos de Porto Alegre estão recebendo orientações sobre o atendimento e isolamento de pacientes com suspeita de infecção pelo coronavírus. As informações foram elaboradas pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde) em parceria com o Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul).

Atualmente, a Vigilância Epidemiológica do Estado atesta que não há casos confirmados no Rio Grande do Sul. Mas a doença já chegou ao País, com o diagnóstico positivo para um idoso de 61 anos, residente em São Paulo e que esteve recentemente em viagem à Itália.

Os indivíduos que apresentarem sintomas, se enquadrem na definição de caso suspeito da doença respiratória, e que possuem condições de acompanhamento domiciliar deverão receber atestado médico, determinando afastamento de 14 dias a contar do início dos sintomas, para evitar maior contaminação do público.

Os casos confirmados como suspeitos devem receber o CID-10 (Código Internacional de Doenças) “B34.9”, desde que autorizados pelo paciente. Essas medidas visam a restringir ao máximo a circulação do paciente nos serviços de saúde e prevenir a disseminação da doença.

De acordo com a prefeitura da capital gaúcha, a decisão é baseada em nota conjunta assinada pela Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Regional de Medicina como uma das medidas de prevenção ao Covid-19. Para a determinação, foram considerados os seguintes documentos:

– Boletim Epidemiológico 01 do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde;

– Alerta Epidemiológico emitido em 27 de janeiro pela Equipe de Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre;

– Portaria 188, que declara Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus);

– O fluxo de atendimento elaborado pela SMS, entre as áreas de Vigilância Epidemiológica, Coordenação Municipal de Urgências, Atenção Hospitalar e Atenção Primária.

Diagnóstico, transmissão e tratamento

Conforme o Ministério da Saúde, o diagnóstico é feito através da coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus e as duas serão encaminhadas com urgência para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), sendo que uma das amostras será enviada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

Casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela APS (Atenção Primária em Saúde) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Os principais sintomas da infecão são febre, tosse e dificuldade para respirar. Orienta-se ainda investigação para casos de pacientes que tenham apresentado sintomas e tenham viajado para a China em um período mínimo de 14 dias ou que tenham entrado em contato com pessoas que lá estiveram.

As formas de transmissão do vírus ainda estão em investigação, mas a disseminação por contato com pessoas infectadas está ocorrendo desde os primeiros casos apontados em Wuhan, na China. A contaminação pode ocorrer por meio de gotículas de saliva; espirros; tosse; catarro; contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminadas.

O tratamento da doença é feito com acompanhamento médico em todas as circunstâncias. Por enquanto, há medidas para alívio dos sintomas como o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos) e o uso de umidificador nos cômodos em que o paciente ficará em repouso, bem como banhos quentes para auxiliar contra tosse e dor de garganta.

(Marcello Campos)

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