Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de dezembro de 2019
Autoridades estaduais e municipais estão atuando de forma conjunta na investigação do surto de gastrenterite (infecção intestinal) que já resultou nas mortes de duas crianças, de 4 e 5 anos, em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. Desde o último fim de semana, também apresentaram os sintomas outros três pacientes, todos vinculados a uma escola no bairro Patronato.
O governo gaúcho já está prestando apoio técnico. Nessa quinta-feira, durante reunião com o prefeito Jorge Pozzobom no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite garantiu que as equipes do Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) e da 4ª CRS (Coordenadorias Regionais de Saúde) seguirão à disposição das autoridades locais para ajudar a identificar as causas da infecção, além de acompanhar e orientar os procedimentos a serem adotados, incluindo alertas à população.
Atendendo a um pedido do próprio chefe do Executivo municipal, o governador garantiu “toda a disponibilização necessária de exames” no Hospital Universitário de Santa Maria. Essa medida será adotada mesmo que seja necessário um aumento na cota de recursos repassada pelo Estado, com posterior restituição integral.
Vistoria
Também nessa quinta-feira, integrantes de um gabinete de crise criado pela prefeitura de Santa Maria realizou um vistoria à Escola de Educação Infantil do Sesi (Serviço Social da Indústria), onde estudavam as duas crianças que faleceram, respectivamente, no domingo e na segunda-feira desta semana.
E as vítimas não se restringem a crianças: a mãe de um outro aluno também apresentou quadro de diarreia infecciosa grave e permanece internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital de Caridade.
Além de recolher amostras de água da instituição, a equipe analisou salas de aula, cozinhas e outros ambientes. Também foram ouvidos funcionários, mas até o fim da noite não havia informações sobre a possível motivo para os casos de infecção intestinal. Tudo o que se sabe é que as vítimas têm ligação direta (alunos) ou indireta (mãe de aluno) com a escola.
A Secretaria Municipal da Saúde já descartou a hipótese de que o surto de gastrenterite tenha algum tipo de relação com um poço artesiano já desativado e que foi encontrado no terreno da instituição de ensino do Sesi em 2016. Além disso, o órgão garante que a documentação do local mostra que os alvarás e procedimentos de inspeção sanitária estão em dia.
Por meio de nota oficial, a direção do Sesi no Rio Grande do Sul frisou que permanecerá “monitorando os desdobramentos dos fatos, atuando de forma ativa na identificação de suas causas e adotando as providências necessárias”.
(Marcello Campos)
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