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Brasil Avaliação do governo segue inalterada, aponta pesquisa; vazamentos não afetam popularidade de Moro e Lava Jato

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Moro teve a maior nota média entre as personalidades políticas pesquisadas. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O governo do presidente Jair Bolsonaro segue com avaliação praticamente inalterada e o apoio popular segue forte à Lava-Jato, apesar dos recentes vazamentos envolvendo o ministro Sérgio Moro e procuradores da operação, segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal Extra.

A pesquisa XP/Ipespe mostrou que a avaliação ótima/boa do governo permaneceu em 34%, enquanto a ruim/péssima passou a 35%, ante 36% em maio, oscilando dentro da margem de erro de 3,2 pontos percentuais. Já 28% consideram o governo regular, ante 26% no levantamento anterior.

A sondagem apontou ainda que 77% dos entrevistados tomaram conhecimento da divulgação pelo site Intercept Brasil das supostas mensagens trocadas entre Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

Além disso, 47% afirmaram que o vazamento das mensagens não alteraria sua opinião sobre a Lava-Jato, ao passo que 11% disseram que poderia alterar para melhor. A pesquisa indicou ainda que 31% apontaram que a notícia pioraria sua avaliação sobre a operação e 12% não souberam responder.

A boa avaliação da Lava-Jato também se reflete nos 44% que avaliam que a operação não cometeu excessos e nos 14% que entendem que excessos foram cometidos, mas o resultado valeu pena. Por outro lado, 30% avaliaram que excessos foram cometidos e que algumas decisões devem ser revistas e 12% não souberam responder.

A pesquisa também colocou Moro com a maior nota média entre as personalidades políticas pesquisadas. O ministro da Justiça ficou com nota 6,2, uma queda ante os 6,5 registrados na pesquisa anterior e ante os 7,3 que recebeu em janeiro. Ainda assim, foi melhor avaliado que Bolsonaro, que vem a seguir, com 5,7, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o vice-presidente, Hamilton Mourão, com 5,5.

Mais, 56% expressaram opinião positiva sobre Moro, a melhor avaliação entre os pesquisados, enquanto 26% manifestaram opinião negativa, 15% regular e 3% não souberam responder.

Em segundo lugar aparece Bolsonaro, que teve 51% de opinião positiva, 26% de negativa, 21% de regular e 2% não souberam responder.

Previdência

A pesquisa da XP também indagou sobre a reforma da Previdência, apontada pelo governo Bolsonaro como fundamental para reequilibrar as contas públicas e abrir caminho para a retomada do crescimento econômico.

De acordo com o levantamento, 65% consideram a reforma necessária, ante 62% na pesquisa anterior. O percentual dos que entendem que as mudanças previdenciárias não são necessárias é de 30%, ante 32% na sondagem anterior.

Apesar de a maioria entender a reforma como necessária, ela segue dividindo opiniões, já que 52% são favoráveis a ela e 42% são contrários, enquanto 6% não souberam responder.

Independentemente da avaliação sobre a proposta, 79% dos entrevistados acreditam que ela será aprovada. Um total de 47% acham que será aprovada com algumas alterações no texto original, 11% avaliam que a redação enviada pelo governo receberá aval do Congresso na íntegra e 20% entendem que a matéria será aprovada com muitas alterações.

Na outra ponta, 14% apostam que a reforma não será aprovada.

A XP também indagou sobre se as mudanças previdenciárias devem atingir os servidores de Estados e municípios e 80% disseram que sim, ao passo que 13% entendem que não.

O relator da Proposta de Emenda à Constituição da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), deixou fora de seu parecer os servidores municipais e estaduais.

A pesquisa ouviu 1.000 pessoas entre os dias 11 e 13 de junho.

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