Sexta-feira, 23 de julho de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
16°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Avanço da variante Delta na Europa ameaça planos de reabertura

Compartilhe esta notícia:

Crescente de casos de Covid-19 pela cepa, considerada mais transmissível que as demais, interrompeu o relaxamento de restrições em países como Reino Unido e Portugal. (Foto:

Foto: Reprodução
Segundo o estudo, os tecidos especializados na produção e secreção de saliva funcionam como “reservatórios” do coronavírus. (Foto: Reprodução)

Os planos de reabertura de alguns dos principais países da Europa tiveram que ser prorrogados pelo rápido avanço da variante Delta do coronavírus. Embora a nova cepa, identificada pela primeira vez na Índia, ainda responda por apenas uma fração do total de casos de Covid-19 no continente, ela está ganhando terreno em países como Alemanha, Espanha e França, e é a maior preocupação de autoridades do Reino Unido e de Portugal, onde o número de casos já é dominante.

A variante Delta é responsável por 96% das infecções sequenciadas por Covid-19 em Portugal, mais de 20% na Itália e cerca de 16% na Bélgica, de acordo com uma análise do Financial Times, com base no banco de dados de rastreamento de vírus Gisaid. No Reino Unido, o número de casos triplicou no último mês, sendo a cepa indiana responsável por 98% das novas infecções, também de acordo com a publicação britânica.

Com os contágios aumentando, alguns países preferiram retroceder no relaxamento de algumas restrições, voltando a impor limitação na circulação de pessoas. Em Portugal, o governo proibiu viagens não-essenciais com partida ou destino à região metropolitana de Lisboa durante o fim de semana passado, após ser constatado que 60% dos novos casos de Covid-19 na semana anterior foram pela nova cepa, em um esforço para prevenir a propagação para outras regiões do país.

Nessa segunda-feira, 21, a ministra da Saúde de Portugal, Marta Temido, admitiu que novas medidas restritivas podem ser adotadas caso a progressão de casos permaneça. “Sempre dissemos que as linhas dos nossos mapas de referência são indicadores que nos levam a travar ou acelerar e tomar medidas em função daquilo que é a situação. Sabemos que estamos com um risco efetivo de transmissão elevado e com um número de novos casos por dia que é também elevado”, disse a ministra, segundo o registro do jornal português O Público.

Apesar do número menor de casos, a situação também é preocupante em outras partes da União Europeia. As autoridades francesas estão tentando conter um surto na região de Landes, perto da fronteira com a Espanha, onde 125 casos da variante foram confirmados por sequenciamento genético e outros 130 estão sob suspeita, representando cerca de 30% das infecções recentes na área. Focos da cepa indiana também foram identificados nas últimas semanas nos arredores de Paris e em Estrasburgo.

O ministro da saúde francês, Olivier Verán, afirmou que entre 2% e 4% das amostras de vírus analisadas no país testaram positivo para a variante indiana. “Você pode dizer que ainda é um número baixo, mas é similar a situação do Reino Unido algumas semanas atrás”. De acordo com a análise do Financial Times, a situação é pior.

Alguns cientistas temem que o vírus possa ter se espalhado ainda mais, mas não foi detectado, visto que menos do sequenciamento genômico necessário para identificar as variantes foi concluído na Europa. Enquanto o Reino Unido sequenciou mais de 500.000 genomas Sars-Cov-2, Alemanha, França e Espanha sequenciaram cerca de 130.000, 47.000 e 34.000, respectivamente.

“É caro, consome tempo e foi negligenciado”, declarou o diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra, Antoine Flahault, à France-Presse.

Reino Unido vira laboratório

Em meio à preocupação de uma possível quarta onda – no momento em que os esforços dos últimos dois meses resultaram nos menores índices de contágio e mortes desde o ano passado -, cientistas europeus voltam a atenção para o Reino Unido, onde os casos de covid-19 triplicaram no mês passado e a variante Delta é responsável por cerca de 98% de todas as novas infecções, em busca de pistas sobre o que pode acontecer na sequência e quais medidas podem ser tomados.

Na semana passada, após dados oficiais mostrarem que a variante indiana pode aumentar o risco de hospitalização em até 2,2 vezes, em comparação com a variante alfa, o primeiro-ministro Boris Johnson suspendeu o relaxamento das restrições ainda vigentes no Reino Unido, adiando o que vinha sendo chamado de “Dia da Liberdade” pela imprensa britânica, marcado para 21 de junho.

“Acho sensato esperar um pouco mais”, afirmou Johnson durante o anúncio, em 14 de junho. “Ao sermos cautelosos agora, teremos a oportunidade nas próximas semanas de salvar milhares de vidas ao vacinarmos mais milhares de pessoas.”

Apesar da interrupção no plano, ainda assim houve alguma abertura, com a autorização para a realização de casamentos com até 30 convidados, desde que divididos em mesas com até seis pessoas.

“As decisões que o Reino Unido toma para reabrir a vida e a sociedade servirão como um laboratório para nós na Europa”, disse Bruno Lina, um virologista que assessora o governo francês, ouvido pelo Financial Times.

Reabertura passa pela vacinação

A vacinação vem sendo apontada como um aspecto fundamental para minimizar o impacto da variante indiana. Uma pesquisa divulgada pelas autoridades de saúde do Reino Unido na semana passada mostrou que receber as duas doses da vacina – no estudo, foram considerados os imunizantes Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford – protege efetivamente de uma hospitalização pela Covid-19 causada pela nova cepa.

O estudo divulgado pela Public Health England (PHE), que analisou 14.019 pacientes infectados pela variante Delta, dos quais 166 foram hospitalizados, aponta que receber duas doses da Pfizer/BioNTech protege 96% contra as hospitalizações derivadas da cepa indiana, enquanto Oxford/AstraZeneca oferece uma eficácia de 92%.

“(O estudo) prova como é crucial se vacinar pela segunda vez”, afirmou o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, parabenizando que o programa de vacinação britânico “já salvou milhares de vidas”. Enquanto no Reino Unido cerca de 46% da população foi totalmente imunizada, as taxas de vacinação na maioria dos países da Europa continental estão oscilando entre 20% e 30%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Anvisa nega autorização de uso emergencial do Avifavir para Covid
Polícia Civil prende em flagrante advogada suspeita de estelionato em Porto Alegre
Deixe seu comentário
Pode te interessar