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Geral Avanço de nova variante do coronavírus leva empregador a endurecer regras: empresas dos Estados Unidos adotam vacinação obrigatória

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Empresas brasileiras apostam, agora, em imunizante da francesa Sanofi e da britânica GSK, ainda em estudo.(Foto: Reprodução)

Enquanto as empresas brasileiras ainda são cautelosas, a vacina obrigatória avança no meio corporativo dos EUA, onde a resistência à imunização é maior que no Brasil. Google e Facebook intensificaram o movimento na semana passada ao anunciar que a volta aos seus escritórios terá como passaporte incondicional o comprovante de vacinação.

Outras companhias, principalmente na área de tecnologia, seguiram a trilha, e até o presidente dos EUA, Joe Biden, decidiu que todos os servidores federais terão que se imunizar, sob pena de serem isolados em repartições.

O endurecimento responde ao avanço da variante Delta do novo coronavírus, que preocupa as autoridades americanas pelo alto contágio e ameaça a retirada de restrições proporcionada pela imunização no país, onde não falta vacina. A resistência ao imunizante é hoje o principal obstáculo para que os EUA deixem de fato a pandemia para trás e possam consolidar sua recuperação.

Na sexta-feira, a rede de hipermercados Walmart, maior empregadora dos EUA, deu até 4 de outubro para que funcionários de sua sede e de escritórios regionais se vacinem. A Disney deu 40 dias para os empregados providenciarem o comprovante. O movimento ganhou força dois dias antes, na quarta, quando o presidente do Google, Sundar Pichai, enviou um comunicado às equipes indicando que não será tolerante com céticos da vacina.

Ele adiou a reabertura de escritórios de setembro para outubro, a exemplo do que fez a Apple, e estabeleceu que qualquer pessoa em seus campi nos EUA – a começar pela sede californiana – tem que ser vacinada nas próximas semanas, exigência que chegará às filiais em 50 países nos próximos meses.

No mesmo dia, um porta-voz do Facebook afirmou que “na medida em que nossos escritórios reabram, estaremos exigindo de todos que trabalhem em qualquer um de nossos campi nos EUA sejam vacinados”. A empresa prevê ter 50% das equipes nos escritórios em setembro, já que manterá a opção de home office.

Na quinta-feira, o presidente do Uber, Dara Khosrowshahi também informou aos empregados que adiaria a reabertura de sua sede em São Francisco para o fim de outubro e que exigirá que todos sejam vacinados. Sua rival na área de mobilidade, a Lyft deixou a volta ao trabalho presencial para fevereiro de 2022, mas também só aceitará imunizados.

Regra para cliente também

O Twitter, que reabriu seu escritório em São Francisco em julho com 50% da capacidade, igualmente só admitiu a volta de quem já foi vacinado. A Netflix decidiu exigir comprovante de vacinação de todos os atores e funcionários que trabalhem em suas produções nos EUA após firmar um acordo com sindicatos de Hollywood, informou a Bloomberg.

Segundo o New York Times, o banco Goldman Sachs considera reinstituir a testagem de funcionários que já voltaram aos seus escritórios em Nova York, mesmo aqueles já imunizados.

No setor público, ainda antes de Biden, os governos de Califórnia e Nova York adotaram exigências semelhantes para servidores. O governador nova-iorquino, Bill de Blasio, encorajou o empresariado no estado a exigir vacinação dos empregados. Danny Meyer foi além e decidiu que, a partir de setembro, exigirá comprovante de vacinação também dos clientes de seus badalados restaurantes, como o Union Square Café e o Modern, do MoMA.

“Exigiremos que todos os funcionários e clientes mostrem uma prova de que foram vacinados”, afirmou Meyer à Bloomberg, identificando um risco alto na variante Delta. “Já passamos muita coisa em um ano e meio de pandemia para retroceder agora.” As informações são do jornal O Globo.

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