Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Mundo Avião russo que caiu no Egito se despedaçou no ar, diz investigador

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Destroço do avião é visto em Hassana, no Sinai egípcio. (Foto: Reprodução)

O avião russo que caiu no sábado (31) no Sinai egípcio com 224 pessoas a bordo se despedaçou no ar antes de chegar ao chão, indicou o chefe dos especialistas aeronáuticos russos. “O deslocamento ocorreu no ar e os fragmentos se espalharam por uma grande superfície de cerca de 20 km 2”, declarou Viktor Sorotchenko, diretor do MAK (Comitê intergovernamental de aviação), citado pelas agências russas, indicando, contudo, “ser muito cedo para tirar qualquer conclusão”.

O MAK lidera as investigações de catástrofes aéreas na Rússia. Desta forma, Sorotchenko participa da investigação da queda do voo 9268 da Metrojet no Egito ao lado dos investigadores franceses do BEA e alemães do BFU, representando o construtor Airbus, e egípcios. A hipótese de o avião ter se despedaço durante o voo já era considerada a mais plausível pelos especialistas, dada a dispersão dos destroços.

Destroços se espalharam por superfície de 20 quilômetros quadrados. (Foto: Reprodução)

Destroços se espalharam por superfície de 20 quilômetros quadrados. (Foto: Reprodução)

As autoridades egípcias anunciaram no sábado que encontraram destroços e corpos em um perímetro que se estende ao longo de 8 quilômetros de raio, o que, segundo os especialistas, indica a priori que o Airbus A321-200 da empresa russa Metrojet não havia tocado o chão intacto, mas que se despedaçou ou explodiu em voo. O raio das buscas foi estendido neste domingo a 15 km, segundo um oficial militar envolvido nas operações.

Caixas-pretas.

Analistas egípcios começaram a examinar neste domingo (1º) o conteúdo das duas caixas pretas recuperadas do avião, e disseram que pode levar dias para recuperar os dados. O Ministro dos Transportes russo, Maxim Sokolov, e um time de investigadores de alto nível do país chegaram ao Cairo, para ajudar as autoridades egípcias a determinar o que causou o acidente. As 224 pessoas a bordo morreram.

O Airbur A321, operado pela companhia aérea russa KogalimAvia, mais conhecida como Metrojet, saiu de Sharm El-Sheikh, cidade no litoral do Egito, e seguia para São Petersburgo, na Rússia. Ele caiu em uma área montanhosa logo após perder contato com os radares perto de alcançar a altitude de cruzeiro. Investigadores russos vão considerar todos os cenários possíveis sobre porque o avião caiu, disse o porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia em comunicado no site do comitê.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que as investigações sobre as causas do acidente podem levar meses. “Esse é um assunto complicado e exige tecnologias avançadas e investigações amplas que podem levar meses”, disse ele a recrutas do Exército em um discurso televisionado.

Investigações sobre as causas do acidente podem levar meses. (Foto: Reprodução)

Investigações sobre as causas do acidente podem levar meses. (Foto: Reprodução)

Estado Islâmico.

O ramo egípcio do grupo jihadista EI (Estado Islâmico) afirmou no Twitter ser o responsável pela queda do avião. Apesar da reivindicação do grupo, uma primeira análise do local do acidente indica que a queda poderia ter sido causada por uma falha técnica. O Ministro russo dos Transportes, Maxim Sokolov, disse à agência Interfax que a afirmação “não pode ser considerada exata”.

O presidente egípcio pediu para que todos esperem os resultados da investigação antes de evocarem possíveis razões para a tragédia. “Nesse tipo de caso, é preciso deixar trabalhar os especialistas e não evocar as causas da queda do avião, porque isso está sendo investigado”, declarou, citado pela agência de notícia Mena. A Rússia decidiu intervir no conflito sírio para apoiar o governo de Bashar al-Assad, e afirma bombardear alvos do grupo o Estado Islâmico e outros grupos “terroristas” que se opõem ao poder. (AG)

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