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Mundo Bagdá declara estado de emergência após manifestantes tomarem Parlamento

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Manifestantes dentro do parlamento do Iraque. (Foto: Reprodução)

Bagdá declarou estado de emergência neste sábado (30), após milhares de manifestantes xiitas ocuparem o Parlamento, em protesto contra o fracasso dos deputados em formar um novo governo tecnocrata, prometido pelo premier Haider al-Abadi. Eles invadiram também a chamada Zona Verde da cidade — área fortificada que abriga sedes de embaixadas e prédios do governo.

Os legisladores deixaram o prédio antes da tomada dos manifestantes, o que gerou gritos de “Os covardes fugiram!”. Simpatizantes do clérigo muçulmano xiita Moqtada al-Sadr, os participantes do protesto levavam bandeiras do Iraque e gritavam palavras de ordem pedindo paz.

Alguns deles montaram tendas dentro do Parlamento, demonstrando que planejam permanecer no local. Outras centenas permaneceram do lado de fora dos muros fortificados.

Embora a tomada do prédio tenha sido pacífica, cerca de 12 pessoas foram feridas ao entardecer, quando a polícia usou balas de borracha e bombas de gás para que pessoas parassem de entrar no prédio.

O clérigo xiita Moqtada al-Sadr, o mais importante do Iraque Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/bagda-declara-estado-de-emergencia-apos-manifestantes-tomarem-parlamento-19203439#ixzz47L7Or5kh © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. (Foto: Reprodução)

O clérigo xiita Moqtada al-Sadr, o mais importante do Iraque. (Foto: Reprodução)

Os partidários de Sadr, entre eles membros de milicias xiitas, já controlaram grandes áreas de Bagdá e ajudaram a defender a capital de ataques do Estado Islâmico (EI). Manifestações acontecem sem cessar há semanas nos portões da zona fortificada, após pedidos do clérigo para que a população pressione o governo a fazer reformas.

Segundo o escritório do clérigo, milícias xiitas e forças de segurança do governo se uniram de forma não oficial na frente do prédio, tentando controlar a entrada das pessoas.

Haider al-Abadi, primeiro-ministro do país, quer trocar alguns ministros, escolhidos de forma a equilibrar as divisões partidárias, étnicas e religiosas do país, por técnicos, supostamente para combater a corrupção. Segundo ele, a demora para fazer as mudanças atrapalha a luta contra o Estado Islâmico. (AG)

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