Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

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Capa – Caderno 1 A balança comercial brasileira acumula um superávit de 60 bilhões de dólares no ano

Na primeira semana de novembro, com apenas dois dias úteis, foi registrado superávit de US$ 532 milhões. (Foto: Reprodução)

Com superávit de US$ 1,822 bilhão nas duas primeiras semanas de novembro, a balança comercial brasileira acumula em 2017 um saldo positivo de US$ 60,285 bilhões, o maior resultado para o período e acima de todos os valores anuais já registrados. A previsão do governo é que o saldo comercial neste ano fique entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões.

Na primeira semana de novembro (1 a 5), com apenas dois dias úteis, foi registrado superávit de US$ 532 milhões, resultado de exportações de US$ 1,869 bilhão e importações de US$ 1,337 bilhão. Já na segunda semana (6 a 12) as vendas ao exterior somaram US$ 4,383 bilhões e as compras de fora chegaram a US$ 3,093 bilhões, o que significou um superávit de US$ 1,290 bilhão.

Nas duas primeiras semanas, as exportações subiram 10,2% em relação ao mesmo período de 2016, graças ao aumento nas vendas de produtos básicos (35,3%, principalmente soja em grãos, milho em grãos, minério de ferro e carne bovina) e semimanufaturados (12,5%), principalmente celulose, semimanufaturados de ferro e aço e ferro fundido). Já as exportações de produtos manufaturados caíram 8,0%, por conta de açúcar refinado, tubos flexíveis de ferro e aço, gasolina e medicamentos.

Nas importações, houve alta de 10,4% na mesma comparação, com aumento nas compras de alumínio e obras (69,9%), combustíveis e lubrificantes (44,8%), equipamentos eletroeletrônicos (26,6%) e químicos orgânicos e inorgânicos (18,9%).

Dólar

O dólar fechou em alta ante o real nessa segunda-feira  e voltou a encostar em R$ 3,30, seguindo a trajetória da moeda norte-americana no exterior e com os investidores atentos às negociações do governo para tentar obter apoio para votar uma reforma da Previdência mais enxuta. A moeda norte-americana avançou 0,55%, vendida a R$ 3,2986, depois de bater a mínima de R$ 3,2799 e a máxima de R$ 3,3016 neste pregão.

“O mercado está em compasso de espera… mais passivo de movimentações internacionais”, afirmou à Reuters o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado. O destaque ficou para a Grã-Bretanha, onde o cenário político pesava nos mercados, fazendo a libra recuar ante o dólar e afastar-se da mínima de oito dias atingida na sexta-feira. Um grupo de 40 parlamentares britânicos do Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, concordou em assinar uma carta de não confiança contra a premiê, relatou o jornal Sunday Times. Restariam apenas oito parlamentares para desencadear uma votação pela liderança, através da qual May pode perder o cargo.

O dólar subia ante uma cesta de moedas e também divisas de países emergentes, como o peso mexicano, também em meio a sinais de que a reforma tributária do presidente norte-americano, Donald Trump, pode sofrer atrasos.

Internamente, o foco seguia nas negociações do governo para costurar um acordo político, que pode envolver uma reforma ministerial, e garantir a votação da reforma da Previdência ainda neste ano numa versão mais enxuta.

O Congresso Nacional, no entanto, deve trabalhar pouco nesta semana, marcada pelo feriado da Proclamação da República no dia 15 e em que não deve não haver votações importantes.

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