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Economia Balanço da semana: dólar e bolsa caem, com risco no exterior e inflação em foco

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Guerra influencia nos indicadores. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A guerra entre Rússia e Ucrânia já toma conta do noticiário global há quase um mês, o que mantém as bolsas pelo mundo pressionadas. Dessa forma, as sanções contra o gigante do leste-europeu também ajudaram na disparada do petróleo no início da semana.

Se por um lado as commodities tiveram um desempenho positivo, a bolsa brasileira também deveria acompanhar a alta. Afinal, as gigantes do Ibovespa Petrobras (PETR3 e PETR4) e Vale (VALE3) estão intimamente ligadas a esse setor.

Mas não foi bem isso o que aconteceu. O Ibovespa encerrou a sexta-feira (11) em queda de 1,72%, aos 111.331 pontos, um recuo de 2,41% na semana. Por sua vez, o dólar à vista fechou em alta de 0,76%, a R$ 5,0541, mas caiu 0,48% na semana.

Petrobras

Não é de hoje que a interferência na maior estatal brasileira é motivo de desagrado para os investidores.

Após um reajuste de quase 20% no preço da gasolina, autoridades como o presidente da República Jair Bolsonaro e os presidentes das Casas Legislativas evitaram voltar a falar da política de preços da Petrobras, mas o assunto voltou ao centro do debate nas redes sociais.

Assim sendo, governo federal e Congresso buscam a aprovação de um pacote de medidas para conter o preço dos combustíveis sem alterar a política de paridade internacional da estatal.

Entretanto, no jargão do mercado, não existe almoço grátis: Bolsonaro está ciente de que o PLP 11 não resolverá todos os problemas dos combustíveis e, por isso, se a situação piorar, deve anunciar um programa de subsídios aos combustíveis.

A moeda norte-americana chegou a tocar o patamar de R$ 4,99 esta semana, motivo de surpresa para investidores e analistas, que esperam que o dólar encerre o ano no patamar de R$ 5,40, de acordo com a última edição do Boletim Focus.

O cenário não mudou muito desde o começo de fevereiro para cá, quando escrevemos sobre os motivos da queda do dólar: os ativos locais baratos e a entrada de investidores estrangeiros ajudaram na derrubada da moeda norte-americana.

Além disso, o início da guerra na Ucrânia marcou um período de fuga dos investidores da Rússia e de outros emergentes, como mostra um relatório da Fitch. Mas o mercado brasileiro tem se beneficiado desse cenário nos últimos dias.

 

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