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Economia Banco Central da Argentina intervém após peso ultrapassar teto da faixa cambial

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O presidente Javier Milei fechou um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em abril. (Foto: Reprodução)

O banco central da Argentina interveio no mercado de câmbio local pela primeira vez desde que implementou uma faixa de negociação em abril, depois que o peso se desvalorizou além desse limite.

A autoridade monetária vendeu US$ 53 milhões nessa quarta-feira, de acordo com seu relatório diário sobre as reservas internacionais. O banco central havia contestado anteriormente uma reportagem da agência de notícias Bloomberg que afirmava que a moeda havia ultrapassado o teto da faixa, ressaltando que havia fixado o limite superior em 1.474,5 pesos por dólar para o dia.

Até essa quarta-feira, a autoridade monetária argentina não havia atuado diretamente para sustentar o peso desde que o presidente Javier Milei fechou um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em abril. Nesse arranjo, o banco central de Milei retirou parte dos controles cambiais e concordou em deixar o peso flutuar livremente dentro de uma faixa que se expande gradualmente em 1% ao mês.

Uma vez que o peso atinge o piso ou o teto da faixa, os dirigentes monetários estão autorizados, pelo acordo com o FMI, a intervir diretamente. No entanto, Milei tem adotado outras táticas, como a venda de dólares pelo Tesouro argentino ou contratos de câmbio futuro, para estabilizar o peso nos últimos meses.

Economia em queda

A economia da Argentina caiu no segundo trimestre em comparação com os três primeiros meses do ano, enquanto se aproxima a crucial eleição legislativa de meio de mandato no próximo mês para o presidente Javier Milei.

A economia encolheu 0,1%, enquanto a estimativa mediana dos economistas consultados pela Bloomberg projetava crescimento de 0,1%.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a economia local cresceu 6,3%, ligeiramente abaixo da expansão de 6,5% esperada pela mesma pesquisa.

Exportações, consumo no varejo e investimento em capital puxaram o crescimento para baixo, enquanto as importações caíram e o consumo do governo teve uma leve alta.

O resultado do PIB traz mais más notícias para Milei depois que seu partido sofreu uma derrota esmagadora em uma votação provincial em Buenos Aires, piorando suas perspectivas para a eleição legislativa nacional marcada para o fim de outubro.

A queda da atividade econômica no segundo trimestre está em linha com a retração do consumo nos últimos meses, já que os salários ajustados pela inflação caíram para território negativo no início do ano. O desemprego no primeiro trimestre também atingiu seu nível mais alto em quase quatro anos. Os dados de desemprego do segundo trimestre serão publicados na quinta-feira.

Olhando para frente, os economistas esperam que a segunda maior economia da América do Sul se contraia em julho e agosto, já que várias medidas do banco central provocaram uma escassez de liquidez que empurrou as taxas de juros reais para os dois dígitos.

Os economistas projetam crescimento para o ano de 4,4%, revisado para baixo em relação a 5%, de acordo com a pesquisa de agosto do banco. As informações são da agência de notícias Bloomberg.

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