Domingo, 30 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2015
Os juros básicos da economia brasileira não devem mais subir neste ano, permanecendo no atual patamar – 14,25% ao ano – por um período “suficientemente prolongado”. A indicação consta da ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) realizada na semana passada, que culminou em um novo aumento de 0,5 ponto percentual na Selic, para o maior patamar em nove anos.
No documento divulgado nesta quinta-feira (06), o BC retirou a afirmação, que constava das atas anteriores, de que os avanços alcançados no combate à inflação ainda não se mostravam suficientes, reforçando a visão de que os juros não devem mais subir neste ano, como já acreditam os economistas do mercado financeiro. Ao mesmo tempo, o BC manteve a avaliação, divulgada na semana passada, de que a manutenção do atual patamar da Selic por “período suficientemente prolongado é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”.
“Para o comitê, os avanços alcançados no combate à inflação – a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo – mostram que a estratégia de política monetária está na direção correta. Os riscos remanescentes para que as projeções de inflação do Copom atinjam com segurança o objetivo de 4,5% no final de 2016 são condizentes com o efeito defasado e cumulativo da ação de política monetária, mas exigem que a política monetária se mantenha vigilante em caso de desvios significativos das projeções de inflação em relação à meta”, acrescentou o BC na ata.
Para o Banco Central, o fato de a inflação atualmente se encontrar em “patamares elevados” reflete, em grande parte, os efeitos de dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia – realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais (alta do dólar) e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres (aumento de energia elétrica, por exemplo). (AG)
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