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Economia Banco Central mantém taxa básica de juros em 15%, maior nível em quase 20 anos

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A manutenção dos juros no nível atual era dada como certa pelos agentes do mercado financeiro.

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
A manutenção dos juros no nível atual era dada como certa pelos agentes do mercado financeiro. (Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (5) manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano pela terceira reunião seguida, apesar da pressão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por cortes.

Esse é o maior patamar em quase 20 anos – em julho de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Selic estava em 15,25% ao ano. O ciclo de alta de juros foi interrompido em julho após sete aumentos consecutivos. De setembro de 2024 a junho, a taxa básica acumulou elevação de 4,5 pontos percentuais –de 10,5% a 15% ao ano.

A manutenção dos juros no nível atual era dada como certa pelos agentes do mercado financeiro. Levantamento feito pela Bloomberg mostrava às vésperas do anúncio que essa era a expectativa de todas as 31 instituições consultadas.

Um dia antes da decisão, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) disse que, se fosse membro do colegiado do BC, votaria pela queda de juros. Na avaliação dele, o patamar da Selic hoje é insustentável e o momento atual permitiria a redução da taxa básica.

O discurso de Haddad ecoa uma cobrança sobre o BC feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –responsável pela indicação de Gabriel Galípolo ao comando da autarquia.

A decisão confirma o aumento da diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Brasil. Na semana passada, o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A diferença, portanto, foi a 11 pontos percentuais, levando em conta o limite superior americano.

Nos últimos meses, o Copom vinha sinalizando a necessidade de manter por um longo período a política de juros em um patamar alto o suficiente para moderar o crescimento da economia. A postura cautelosa ajudou no recuo das expectativas de inflação de médio prazo. No entanto, as projeções ainda seguem distantes do centro da meta.

Segundo o último boletim Focus, os analistas projetam que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine 2026 em 4,2% e feche 2027 em 3,8%.

O alvo central perseguido pelo BC é 3%. No modelo de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O primeiro estouro do IPCA no novo formato ocorreu em junho.

No cenário doméstico, a atividade econômica continua perdendo fôlego sob efeito dos juros altos. O mercado de trabalho, contudo, mostra resiliência. A taxa de desemprego do Brasil foi de 5,6% no trimestre até setembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O indicador voltou a marcar o menor nível da série histórica iniciada em 2012.

Quanto ao ambiente externo, a tensão entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil se reduziu, sobretudo depois do encontro de Lula com Donald Trump. A reunião ocorreu no dia 26 de outubro, na Malásia, e deu início a uma nova fase de negociações sobre o tarifaço. O câmbio também tem se mostrado comportado, com o dólar global mais fraco.

Na semana passada, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) anunciou a redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do país, para 3,75% a 4% ao ano. A decisão foi tomada sem informações atualizadas sobre desemprego no país devido ao shutdown (paralisação de parte dos serviços do governo americano).

O Copom volta a se reunir nos dias 9 e 10 de dezembro, no último encontro do ano, que deve marcar a despedida dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), indicados ao BC na gestão de Jair Bolsonaro (PL). A expectativa é que eles não sejam reconduzidos aos respectivos cargos.

 

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Artur Artur
6 de novembro de 2025 14:51

PARTIDO DOS TRAFICANTES ATUANDO:

“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a devolução de bens apreendidos do traficante André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap”…

Artur Artur
6 de novembro de 2025 14:53

O CAOS, demora para aparecer para o povo ….MAS A CONTA UM DIA CHEGA:

Brasil bateu recorde de pedidos de recuperação judicial ..
Jan 28, 2025 · O Brasil registrou, em 2024, o número de 2.273 pedidos de recuperação judicial feitos por empresas….

Artur Artur
6 de novembro de 2025 14:55

RESULTADO PRATICO:
http://www.cartacapital.com.br ›
Fechamento de empresas no Brasil cresce 25,7% em um ano…isso em 2024….em 2025 foi muito pior.

Artur Artur
6 de novembro de 2025 14:56

agenciabrasil.ebc.com.br
Mais de 335 mil pessoas vivem em situação de rua no Brasil
Apr 18, 2025 · O número de pessoas vivendo em situação de rua em todo o Brasil ….

Artur Artur
6 de novembro de 2025 14:57

Vcs lembram como era Porto Alegre antes da Desgraça do PT???
Grandes Bancos…..tinha 10-15…
Grandes Empresas….Centenas… Não faltava emprego
As Noites eram alegres…Bares e Restaurantes lotados

Enfim…..Porto Alegre era ALEGRE…

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