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Brasil Banco Central define nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros da economia brasileira

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Juros maiores encarecem o crédito, freiam a economia e instituem de volta antiga regra de remuneração da poupança. (Foto: Reprodução)

Com a economia ainda em recuperação e a inflação atingindo níveis cada vez mais baixos, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) se reúne nesta quarta-feira (06) para definir a taxa básica de juros da economia. A expectativa dos analistas é de que a Selic seja reduzida dos atuais 9,25% para 8,25% ao ano.

A decisão do BC será anunciada no início da noite, após o fechamento do mercado financeiro. A expectativa da maior parte dos analistas dos bancos consta de pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de cem instituições financeiras.

Se confirmada essa previsão, será o oitavo corte consecutivo na Selic, o que levará a taxa ao menor patamar desde julho de 2013. A estimativa dos analistas é de que os juros continuem recuando nos próximos meses, chegando a 7,25% ao final deste ano, mas avançando para 7,50% em 2018.

Sistema de metas

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para 2017 e 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais, de modo que o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) pode variar sem o objetivo ser formalmente descumprido.

Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic na expectativa de o encarecimento do crédito frear o consumo e, com isso, a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo agora. Em razão do fraco nível de atividade, a inflação tem registrados níveis mais baixos neste ano. De janeiro a julho, segundo o IBGE, a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 1,43%, bem abaixo dos 4,96% registrados em igual período do ano passado.

Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 3,38%, abaixo da meta de 4,5% fixada pelo CMN para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.

Rendimento da poupança

Com o recuo da taxa básica de juros nesta quarta-feira, o rendimento da poupança deve ficar menor a partir desta quinta-feira (07). Isso porque a regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança quando a Selic ficar abaixo de 8,5%. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

Se os juros básicos da economia recuarem para 8,25% ao ano, a partir desta quinta a regra de corte de rendimentos começaria a valer e a correção da poupança passaria a ser de 70% desse valor – o equivalente a 5,77%, mais Taxa Referencial.

O rendimento da poupança pode ficar ainda menor caso o Copom promova novos cortes na Selic nos próximos meses – analistas consultados pelo BC estimam que os juros básicos terminem 2017 em 7,25% ao ano. No fim do ano passado, dado mais recente, o País tinha mais de 148 milhões de contas poupança ativas, que concentravam R$ 658 bilhões. Em julho deste ano, o valor já havia subido para R$ 681 bilhões. (AG)

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