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Política Banco de Brasília corre o risco de parar de funcionar

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O debate ocorre em meio a um cenário de maior atenção sobre a saúde financeira de bancos públicos regionais.

Foto: ABr
O debate ocorre em meio a um cenário de maior atenção sobre a saúde financeira de bancos públicos regionais. (Foto: ABr)

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou a deputados distritais que a instituição pode enfrentar dificuldades operacionais caso não seja aprovado um projeto de lei voltado à captação de recursos.

O projeto autoriza o uso de nove imóveis públicos do Distrito Federal no processo de recapitalização do banco. Os ativos poderiam ser vendidos ou utilizados como garantia para a contratação de empréstimos de até R$ 6,6 bilhões.

Durante reunião com parlamentares, Nelson afirmou que, sem a aprovação da medida, o banco pode ter suas atividades comprometidas. Segundo ele, isso afetaria serviços essenciais operados pela instituição, como o pagamento de programas sociais, o sistema de bilhetagem do transporte público e a distribuição de medicamentos de alto custo. Também poderiam ser impactadas linhas de crédito imobiliário, rural e financiamentos voltados a micro e pequenas empresas.

Apesar do alerta, deputados distritais têm demonstrado resistência à proposta. Parlamentares, inclusive da base do governo, afirmam que ainda há dúvidas sobre os dados apresentados pela direção do banco e cobram mais esclarecimentos antes de deliberar sobre o tema.

O debate ocorre em meio a um cenário de maior atenção sobre a saúde financeira de bancos públicos regionais e sua capacidade de manter operações e crédito em um ambiente de juros elevados. Instituições financeiras têm buscado alternativas para reforçar capital e ampliar liquidez, especialmente diante de exigências regulatórias mais rigorosas.

Nos bastidores, integrantes da Câmara Legislativa avaliam que o projeto pode sofrer ajustes antes da votação, com a inclusão de mecanismos de transparência e maior detalhamento sobre o uso dos recursos. A intenção é reduzir resistências e garantir maior segurança jurídica para a aprovação da proposta.

A expectativa é que a discussão avance nos próximos dias, após nova rodada de esclarecimentos por parte da direção do banco e do governo local. A matéria deve ser analisada em plenário, onde dependerá de maioria simples para ser aprovada.

(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

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vanderlei stefani
10 de abril de 2026 13:39

Roberto Campos Neto está blindado por André Mendonça. Que de todas as formas possíveis, vem protegendo os envolvidos em crimes os que fizeram parte do governo Bolsonaro.

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