Domingo, 04 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Banco do Brasil e Caixa resolvem deixar a Federação Brasileira de Bancos

Compartilhe esta notícia:

Pedro Guimarães integrou a comitiva de Bolsonaro à Nova York. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Banco do Brasil (BB) e a Caixa resolveram deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e comunicaram a decisão ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O motivo da saída se deve a manifesto que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) deve publicar nesta terça-feira (31) com um pedido de harmonia entre os três Poderes. A Febraban é signatária do documento.

De acordo com fontes, os bancos públicos afirmam que a instituição, que representa o setor no País, é privada e não deve se posicionar de forma política.

Os dois bancos teriam encaminhado nota à Febraban, comunicando a saída da entidade caso o manifesto seja publicado. Segundo relatos, ambos se posicionaram contra a adesão à iniciativa, que foi votada na instituição e teve concordância da maioria.

O assunto tem sido discutido há uma semana. O manifesto não cita o presidente Jair Bolsonaro, mas traz críticas implícitas à gestão de Paulo Guedes e foi encarado pelos bancos públicos como um ataque à política econômica. Isso porque no texto as entidades que o assinam pedem “medidas urgentes e necessárias” para o Brasil superar a pandemia, voltar a crescer e gerar empregos para, assim, “reduzir as carências sociais” que “atingem amplos segmentos da população”.

No governo, quem liderou o movimento de ruptura dos bancos públicos com a Febraban foi o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, muito próximo de Bolsonaro.

A relação dos bancos públicos com os privados já estava ruim na Febraban, a ponto de uma associação nacional dos bancos públicos estar sendo cogitada. O manifesto da Fiesp, intitulado “A praça é dos três Poderes”, foi assinado por diversas entidades da sociedade civil. Juntas, destacam no documento que veem com “grande preocupação” a “escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas”.

O documento pede a harmonia como “regra” entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Nenhum dos poderes, defende, é “superior em importância”, nenhum “invade o limite” dos outros e um “não pode prescindir” dos demais.

“Retomada”

A cúpula dos dois bancos oficiais contesta o diagnóstico de grave crise do texto. Para eles, “o Brasil já está crescendo, a economia está em ‘retomada em V’, gerando empregos”. Por essa avaliação, o manifesto não faria sentido.

Nas duas instituições, há uma ala que se preocupa se a saída da Febraban pode ser questionada por órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF), ficando caracterizada como ingerência política. Além disso, o desligamento dos dois maiores bancos da associação que representa as instituições financeiras pode ter consequências em “objetivos comuns”, como a reforma tributária, em que todos estão do mesmo lado.

Banco do Brasil e Caixa não se manifestaram sobre o assunto. A Febraban afirmou que não faz comentários a respeito de posições atribuídas a seus associados. Sobre o manifesto da Fiesp, disse que o documento foi “dirigido a várias entidades e que o assunto foi submetido à governança da Febraban, como é usual”.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

YouTube começa a liberar modo picture-in-picture no iPhone e iPad
Itália celebra bicentenário de Anita Garibaldi no Brasil
Pode te interessar