Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Bancos rejeitam tabelamento para taxas de juros do cartão. Lojas não querem diminuir número de parcelas

Compartilhe esta notícia:

Levantamento realizado pelo Banco Central relativo ao mês de junho mostra que a taxa média do rotativo está em 437,2% ao ano.

Foto: Reprodução
De acordo com dados do IBGE, isso quer dizer que quase a metade do povo brasileiro tem cartão de crédito. (Foto: Reprodução)

Comércio e instituições financeiras estão em campos opostos. Isso se deve pela busca por uma solução para os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito, a linha de financiamento mais cara hoje no Brasil.

Os bancos rejeitam a possibilidade de tabelamento ou de se estabelecer um teto para as taxas. A resposta, dizem, passa por algum tipo de restrição às compras parceladas sem juros. Todavia o parcelamento sem juros no cartão é um dos motores das vendas no varejo.

Na última quarta-feira (2), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que governo, bancos e varejo estão “sentados em uma mesa” para discutir saídas para o “maior problema de juro” no Brasil. E disse que uma proposta será apresentada em até 90 dias.

Levantamento realizado pelo Banco Central (BC) relativo ao mês de junho mostra que a taxa média do rotativo está em 437,2% ao ano. Ou seja: em 12 meses a dívida mais do que quintuplica. Algumas financeiras ainda chegam a cobrar quase 1.000%, conforme o BC.

O rotativo do cartão é um tipo de crédito oferecido ao consumidor quando ele não faz o pagamento total da fatura até o vencimento. O exemplo mais conhecido é o pagamento do valor mínimo da fatura, mas isso vale para a quitação de qualquer quantia menor do que o valor integral.

Alencar Santana (PT-SP), deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, é relator de um projeto de lei que vai receber o conteúdo do Desenrola, programa do governo federal de renegociação de dívidas (criado inicialmente por meio de medida provisória), e já avisou que tratará também da questão do rotativo.

“Fazer o Desenrola e não tratar do problema do rotativo é o mesmo que não fazer nada. Você desenrola a pessoa para ela se enrolar de novo”, diz. Santana pretende apresentar um parecer em duas semanas, no máximo.

Ex-presidente da Câmara e hoje à frente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Rodrigo Maia diz que, para mexer no rotativo, é necessário reorganizar o “outro lado do produto”, que é o parcelado sem juros. “Não adianta mexer em apenas uma das pontas.”

Em evento organizado pelo Bradesco BBI no início de abril, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou que o modelo de tabelamento de juros, em uma indústria como a de cartão de crédito, era o “menos aconselhável”. Em nota, a Febraban disse que os bancos têm como prioridade a redução do custo de crédito, mas “sem a adoção de medidas artificiais”. •

A queda do desemprego no segundo trimestre, de 8,8% para 8,0% no País é o nível de desemprego mais baixo para o período desde 2014. O agronegócio avança a passos largos como gerador de empregos. No primeiro trimestre deste ano, a população ocupada no setor somou 28,1 milhões de pessoas, 27% do total de ocupações.

A demanda não é apenas de tratoristas e de operadores de drones, mas também por trabalhadores do setor de serviços (manicures, encanadores, etc.)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Nilton G Veiga
6 de agosto de 2023 12:26

“Sentados em uma mesa”. Não haviam cadeiras no recinto?
Como que Haddad anuncia mudanças sem ter planejado e discutido com os interessados?
Bancos, administradoras de cartões e lojistas não vão querer assumir riscos e perderem rentabilidade é obvio.

Polícia Rodoviária Federal decide pela demissão de agentes envolvidos na morte de Genivaldo, em Sergipe
Em visita ao Brasil, delegação da Arábia Saudita envia representantes ao Rio Grande do Sul
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x