Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de janeiro de 2023
A bandeira do Brasil que é usada no Palácio do Planalto foi roubada nos atos terroristas de domingo (8) por extremistas que depredaram o prédio. Seguindo a Constituição, a bandeira é usada para transmitir uma série de mensagens oficiais, entre elas a presença do presidente da República.
Quando o chefe do Estado brasileiro está no edifício, a bandeira é hasteada. Nesta segunda-feira (9), mesmo com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva, pela manhã, a bandeira não foi estendida, como de costume.
Curadoria
O diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho, acredita que será possível recuperar a maioria das obras vandalizadas no ato terrorista nas sedes dos três poderes. No entanto, ele avalia que a restauração do Relógio de Balthazar Martinot deverá ser “muito difícil”.
“O valor do que foi destruído é incalculável por conta da história que ele representa”, afirmou Carvalho. “O conjunto do acervo é a representação de todos os presidentes que representaram o povo brasileiro durante este longo período que começa com JK. É este o seu valor histórico. Do ponto de vista artístico, o Planalto certamente reúne um dos mais importantes acervos do país, especialmente do Modernismo Brasileiro.”
De acordo com Maria Cristina Monteiro, responsável pelo acervo museológico do Senado, o painel de Athos Bulcão sofreu arranhões devido a estilhaços de vidros quebrados pelos extremistas. Outros danos foram observados num tempo de mesa, que ficou lascado; no quadro de Gustavo Astoi, com a parte inferior descolada da moldura; num tinteiro do império amassado; e na tapeçaria de Burle Marx arrancada da parede, ficando com um rasgo devido o puxão para retirá-la. Monteiro destacou ainda sinais de vandalismo em móveis da época imperial, completamente quebrados na recepção da presidência, e num quadro de Guido Mondim arrancado, sofrendo danos com pedaços de vidro.
Os terroristas que invadiram o Palácio do Planalto no domingo destruíram parte importante de seu acervo artístico e arquitetônico.
Segundo especialistas ligados ao Palácio do Planalto, a recuperação da maioria das obras é possível, mas existem casos em que a restauração será muito difícil.
No domingo (8) à noite, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, determinou que o Iphan fizesse uma diligência para avaliar a destruição no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal e nos demais espaços tombados.
“O mundo assiste, estarrecido, à violência do terrorismo de extrema direita contra o estado democrático brasileiro. A dilapidação do patrimônio público e da consciência livre do nosso povo não será tolerada. Os culpados serão identificados e rigorosamente punidos na forma da lei”, postou a ministra na rede social Twitter.
Nesta segunda, o Palácio do Planalto divulgou a relação preliminar das obras vandalizadas pelos radicais. Segundo o Palácio, ainda não é possível avaliar todos os danos causados ao mobiliário e as pinturas, mas existem obras importantes danificadas no térreo, no segundo e no terceiro andar. As informações são dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo e da Agência Brasil.
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