Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2020
Reunido por meio de videoconferência com donos de bares e restaurantes de Porto Alegre, o prefeito Nelson Marchezan Júnior defendeu a necessidade de manutenção das medidas de isolamento que paralisam atividades do comércio, no âmbito do combate ao coronavírus. Ao que tudo indica, os estabelecimentos do setor vão mesmo permanecer sob restrição ou impedimento até o fim do mês, antes de uma reabertura gradual.
O presidente do Sindha (Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre), Henry Starosta Chmelnitsky, frisou que os proprietários estão conscientes dos prejuízos decorrentes do decreto 20.534/2020, que no dia 31 de março determinou estado de calamidade pública na cidade. Garantiu, porém, que contribuirá com o planejamento das autoridades municipais.
A ideia é possibilitar uma retomada progressiva do atendimento ao público. “Não podemos nos iludir com abertura imediata, com os quadros funcionais a que éramos acostumados”, ressaltou o dirigente. “O mundo está mudando e essa é a nossa realidade agora.”
Também participaram do encontro à distância os secretários municipais Pablo Stürmer (Saúde), Bruno Miragem (Extraordinário de Enfrentamento ao Coronavírus) e Christian Lemos (Relações Institucionais).
Situação sanitária
Na conversa com o grupo, o chefe do Executivo municipal detalhou informações sobre o quadro sanitário da capital gaúcha. Segundo ele, as medidas têm sido validadas com base em importantes exemplos internacionais, já que as evidências científicas sobre a Covid-19 ainda são escassas e frágeis. “As decisões certas foram tomadas no momento certo em Porto Alegre”, reiterou.
“Agimos de forma suficiente para conseguir achatar a curva de contaminação, passando de um ritmo de duplicação de casos que inicialmente era a cada cinco dias mas que depois caiu para dez dias”, prosseguiu. “Agora, a nossa demanda por UTIs para pacientes da doença chegou a um efeito-platô, entre 35 e 40 leitos ocupados. O número de UTIs ocupadas é, hoje, nossa principal referência.”
(Marcello Campos)
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