Sábado, 04 de Abril de 2020

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A artista Cris Rocha, integrante do grupo Em Branco, junto a suas telas na abertura da exposição “Água, paisagem alterada”. (Foto: Pedro Antonio Heinrich/especial)
Gasparotto 

“Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água.”

Thomas Fuller – religioso e historiador britânico de 1600

  • Um dos meus fascínios é a água, e consequentemente sua preservação. Por isso mesmo, iniciei minha agenda de terça-feira visitando a mostra “Água, paisagem alterada”, no Margs. Adriana Rocha, Ana Michaelis, Celso Orsini, Cris Rocha e Patrícia Furlong são os autores de uma atraente seleção de trabalhos que destacam a substância (H2O) líquida e incolor, insípida e inodora, essencial para a maior parte dos organismos vivos e mais: fazem um alerta a respeito da catástrofe iminente que será a sua escassez. A curadoria é da historiadora da arte Maria Alice Milliet.
  • Considero importante a visita de jovens alunos aos museus, mas esta exposição é da maior importância, e deveria receber a visita de todas as escolas, para conscientização da juventude. As telas estiveram em exibição em São Paulo, de 12 de março a 30 de abril, no Centro Brasileiro Britânico. Agora no Margs, a mostra poderá ser conferida até 3 de julho.
  • Luciana Maisonnave, Paulo Rocha, que teve a companhia dos netos, Elvira Fortuna, Ana Aita, Miriam Tolpolar, Gerson Almeida, Niura Borges, Carmen Lucia Juchen e Dirce Bratz, entre muitos outros, estiveram visitando a mostra.
  • Uma das minhas lembranças marcantes com referência aos cuidados com a água foi um encontro com uma das herdeiras da família Rockefeller, na minha primeira visita à Califórnia, nos Estados Unidos, no ano de 1968. Ela relatou sua profunda preocupação com a água. E mais: considerava um absurdo gastar água com os seus dejetos. Por isto mesmo, vivia em um vagão de trem transformado em casa, e cujo banheiro tinha uma cuba na parte inferior. Esta continha um plâncton que tratava os dejetos, transformando-os em adubo, usado em seu jardim. Sintetizava o relato com a frase “Odeio a válvula Hidra”.

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