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Rio Grande do Sul BM faz fiscalização em abatedouro clandestino em conjunto em Capão do Leão

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Fiscais da Agricultura fizeram a apreensão de 45 kg de carne de cavalo.

Foto: Divulgação/Seapdr
Fiscais da Agricultura fizeram a apreensão de 45 kg de carne de cavalo. (Foto: Divulgação/Seapdr)

Ação de policiais da Patram (Patrulha Ambiental) da Brigada Militar de Pelotas em conjunto com dois fiscais agropecuários e um técnico agrícola da Seapdr (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural) encontrou indícios de abate clandestino de gado em uma propriedade em Capela da Buena, município de Capão do Leão, às margens da BR-293, no Sul do Estado.

No local havia ossadas, couros, vísceras e uma grande quantidade de material utilizado em abate, como facas, serras e balanças. Os fiscais da Seadprd efetuaram a notificação administrativa, bem como fizeram a apreensão de 45 kg de carne de cavalo, que estavam em um freezer e supostamente seriam vendidos para lanchonetes.

“É importantíssimo que ações como essa sejam realizadas, porque geralmente estes abates clandestinos têm origem no abigeato (roubo de animais) e são feitos em péssimas condições de higiene e sem nenhum tipo de controle sanitário. E esta carne depois é oferecida para a população por um preço muito abaixo do cobrado pelo comércio, trazendo riscos para a saúde. Então, uma ação como esta vem para coibir dois crimes: o abigeato e o comércio de carne clandestina’, destaca Liége de Araújo, Supervisora Regional de Pelotas da Seapdr.

Durante a busca feita na propriedade, foram encontrados um revólver calibre 32 e duas armas de caça, ambos sem procedência e sem registro, bem como uma boa quantidade de munição. A ação, realizada na sexta-feira (26), teve o apoio de duas viaturas da Força Tática e de uma viatura da Seção de Inteligência do 4º Batalhão de Policiamento Militar (BPM).

Também foi verificada a existência no local de uma grande quantidade de pneus, alguns deles sendo utilizados como depósito de ossos e vísceras dos animais abatidos. Uma Notificação Ambiental foi emitida para que seja dada a destinação correta para o material.

A carne foi inutilizada e recolhida por uma empresa que faz ingredientes para ração animal. A proprietária da residência foi encaminhada para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Pelotas para o devido registro.

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