Sábado, 04 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 Bolívia tem incêndios e saques após a renúncia de Evo Morales; o chefe da polícia deixa o cargo

Casas foram incendiadas, lojas foram saqueadas e criminosos foram às ruas em La Paz e Santa Cruz. (Foto: Reprodução de TV)

Casas foram incendiadas, lojas foram saqueadas e criminosos foram às ruas durante a noite de domingo (10) para esta segunda-feira (11) nas cidades de La Paz, a capital da Bolívia, e Santa Cruz, depois que Evo Morales renunciou à presidência.

Logo após o pronunciamento de Evo, multidões comemoraram a sua renúncia. Foi mais tarde que ataques, aparentemente de retaliação, começaram. Segundo o jornal El Deber, o comandante geral da polícia, Vladimir Yuri Calderón, renunciou nesta segunda-feira após os incidentes violentos.

Um vídeo difundido entre os bolivianos mostra pessoas dentro da propriedade do próprio Evo com grafiti, depois que ele voou para outra parte do país. Figuras importantes da oposição e o acadêmico Waldo Albarracin publicaram em redes sociais que suas casas foram incendiadas por apoiadores de Evo.

A casa de uma jornalista da Televisão Universitária também foi queimada. O jornal La Razon descreve que várias partes da cidade de La Paz amanheceram com rastros “de uma noite de terror”, e diz que a polícia esteve ausente e demorou para entrar em ação.

Em alguns bairros, os vizinhos organizaram piquetes e barricadas de contenção. Houve ataques a pátios de ônibus – em uma das centrais, 33 veículos viraram cinzas. Em Santa Cruz, o chefe da polícia, Miguel Mercado, disse que algumas “hordas e grupos de vândalos” saíram à noite para causar pânico na população, de acordo com o jornal El Deber.

“Quero anunciar que em Santa Cruz a situação está controlada. Não só graças à intervenção policial, graças à população, à consciência dos cidadãos que pretendem que se reinstitua a democracia”, afirmou.

Vazio de poder

Não está claro quem será o comandante do país que fará uma nova eleição, apesar de a senadora de oposição Jeanine Añez ter dito que ela está preparada para aceitar a responsabilidade.

“Se eu tiver o apoio daqueles que lideraram esse movimento por liberdade e democracia, eu vou encarar o desafio, só para fazer o que for necessário para convocar eleições transparentes”, disse. “Não é que eu queira assumir isso por força, é uma sucessão constitucional e por enquanto eu tenho que assumir.” Pela lei boliviana, na falta de um presidente e um vice, o líder do Senado deveria ser o líder provisório. No entanto, Adriana Salvatierra, que deveria assumir o cargo, também renunciou.

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