Segunda-feira, 23 de março de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2026
O indicador avançou 3,24% e encerrou o dia aos 181.932 pontos.
Foto: B3/DivulgaçãoO Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em forte alta nesta segunda-feira (23), impulsionado pelo alívio no cenário internacional. O indicador avançou 3,24% e encerrou o dia aos 181.932 pontos. No mercado de câmbio, o dólar caiu 1,29%, cotado a R$ 5,2402. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,2146.
No acumulado, o dólar registra queda de 1,29% na semana, alta de 2,07% no mês e recuo de 4,53% no ano. Já o Ibovespa acumula avanço de 3,24% na semana, perda de 3,63% no mês e valorização de 12,91% em 2026.
O desempenho dos mercados foi influenciado principalmente por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a suspensão de possíveis ataques a instalações energéticas do Irã. Segundo ele, houve avanço nas conversas entre os dois países, com sinalização de interesse em um acordo por parte de Teerã.
A redução das tensões geopolíticas trouxe alívio aos investidores e impactou diretamente os preços do petróleo, que vinham pressionados pelo conflito no Oriente Médio. O movimento favoreceu ativos de risco ao redor do mundo, com destaque para os mercados americanos e europeus.
Em Nova York, os principais índices de Wall Street fecharam em alta. O Dow Jones e o Nasdaq Composite subiram 1,38%, enquanto o S&P 500 avançou 1,15%, refletindo o maior apetite por risco diante da perspectiva de estabilização no cenário internacional.
Na Europa, o cenário também foi positivo. O índice francês CAC 40 teve alta de 0,79%, e o alemão DAX avançou 1,22%. Já o britânico FTSE 100 destoou e encerrou o dia com leve queda de 0,24%, pressionado por fatores locais.
Na Ásia, por outro lado, as bolsas fecharam antes das declarações de Trump e registraram perdas generalizadas. O índice de Xangai caiu 3,63%, no pior desempenho desde abril de 2025. O CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas chinesas, recuou 3,26%, atingindo o menor nível de fechamento em seis meses.
No Brasil, investidores também repercutiram declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de a Petrobras recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia. O tema reacendeu o debate sobre o papel do Estado no setor de combustíveis, em meio à volatilidade dos preços internacionais e aos efeitos da guerra sobre o mercado de energia.
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