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Economia Bolsa brasileira sobe 1,84% e dólar cai para R$ 5,14 nesta sexta-feira

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No acumulado de agosto, o índice registra queda de 3,92%, enquanto, desde o início do ano, a alta é de 6,14%.

Foto: B3/Divulgação
No acumulado de agosto, o índice registra queda de 3,92%, enquanto, desde o início do ano, a alta é de 6,14%. (Foto: B3/Divulgação)

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 1,84% nesta sexta-feira (21), aos 171.015 pontos. O avanço foi impulsionado principalmente pela melhora do cenário externo, com a queda dos juros dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos, além da expectativa de um novo corte da taxa Selic no Brasil.

O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,93%, cotado a R$ 5,1443. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,44%. No mês, porém, ainda registra alta de 1,47%, enquanto no ano acumula queda de 6,27%.

Já o Ibovespa avançou 2,45% na semana. No acumulado de agosto, o índice registra queda de 3,92%, enquanto, desde o início do ano, a alta é de 6,14%.

A queda dos juros dos títulos do governo norte-americano aumentou a disposição dos investidores para aplicar em ativos considerados mais arriscados, como ações. O movimento também favoreceu as bolsas dos Estados Unidos e ajudou o mercado brasileiro a recuperar parte das perdas recentes.

No cenário doméstico, a expectativa de que o Banco Central volte a reduzir a Selic em setembro também contribuiu para o desempenho positivo da Bolsa. A possibilidade de juros menores tende a beneficiar empresas mais sensíveis ao ciclo econômico e setores como o bancário.

Entre os destaques do pregão estiveram ações de empresas de grande peso no Ibovespa. A B3 subiu cerca de 5%, enquanto Banco do Brasil avançou 2% e Vale teve alta de 1,3%. A Minerva também se destacou, com valorização superior a 4%, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma flexibilização, por 90 dias, das cotas de importação de carne moída.

Apesar da recuperação registrada nos últimos pregões, o mercado acionário brasileiro ainda enfrenta forte saída de capital estrangeiro. Em agosto, a retirada líquida de investidores estrangeiros da Bolsa chegou a aproximadamente R$ 18,6 bilhões, segundo os dados considerados no mercado.

A recuperação desta semana ocorre depois de um período de pressão sobre o Ibovespa. A analista de renda variável da Rico, Bruna Sene, afirmou que o índice chegou a acumular 11 pregões consecutivos de queda, em meio à saída de recursos estrangeiros, às incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e à alta do petróleo.

Segundo ela, os saques chegaram a aproximadamente R$ 22 bilhões até o dia 19, refletindo também o movimento internacional de rotação de investimentos para empresas de tecnologia e o aumento da preocupação com os riscos eleitoral e fiscal no Brasil. Para a analista, a recuperação dos últimos pregões teve caráter principalmente técnico.

O movimento também foi influenciado pelo vencimento de contratos de opções, que permitem ao investidor comprar ou vender ações por preços previamente determinados, além da melhora do ambiente internacional.

Cenário externo

No exterior, as tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã permaneceram entre os principais fatores de atenção dos investidores. Trump anunciou nesta semana que pretende ampliar a pressão sobre o governo iraniano e ameaçou países que ofereçam “qualquer tipo de apoio ao Irã”. Novas sanções são esperadas nos próximos dias.

A ausência de avanços diplomáticos também mantém as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte internacional de petróleo.

O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,51% nesta sexta-feira, para US$ 94,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 0,09%, a US$ 86,91.

No Brasil, a agenda econômica teve poucos indicadores relevantes nesta sexta-feira. As atenções também estiveram voltadas ao cenário eleitoral, com a divulgação da primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial após o início oficial das campanhas, prevista para depois do fechamento dos mercados.

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ochoavanderlei@gmail.com
21 de agosto de 2026 19:31

Nossa!! O Brasil tá virando uma Venezuela!!! Bem que o PauloGegues estava certo.

vanderlei stefani
21 de agosto de 2026 19:12

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