Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de novembro de 2018
O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou nesta quarta-feira (21) o nome do advogado André Luiz de Almeida Mendonça para a AGU (Advocacia-Geral da União). Na sua conta no Twitter, Bolsonaro se referiu ao novo ministro como “Mendonção” e o descreveu como sendo “advogado com ampla vivência e experiência no setor”.
Mendonça atuou em áreas de transparência e combate à corrupção em parceria com a Controladoria-Geral da União. Com pós-graduação em Governança Global, Mendonça é advogado da União desde 2000 e foi procurador seccional da União em Londrina. Em 2016, ele assumiu o cargo de corregedor-geral da AGU.
Mendonça vai substituir a ministra Grace Mendonça, que é advogada da União desde 2001 e chefia a AGU desde setembro de 2016. Nomeada pelo presidente Michel Temer, ela foi a primeira mulher a assumir o comando da AGU.
CGU
Bolsonaro anunciou na terça-feira (20) que Wagner Rosário será o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União) no seu governo. Bolsonaro confirmou o nome por meio de sua conta no Twitter logo após desembarcar em Brasília.
Rosário é o atual ministro da Transparência e CGU. Até o momento, ele é o primeiro ministro do governo de Michel Temer que permanecerá na gestão de Bolsonaro.
Perfil
Wagner Rosário, que é natural de Juiz de Fora (MG), é auditor federal de Finanças e Controle desde 2009. Ele também já trabalhou como oficial do Exército. O ministro tem graduação em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestrado em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Rosário escreveu trabalhos acadêmicos como a tese “O papel do controle interno na luta contra a corrupção, com ênfase na investigação conjunta desenvolvida no Brasil e na Espanha”. O trabalho foi publicado em 2016.
Conforme o site da CGU, Rosário foi o primeiro servidor de carreira a assumir o cargo de secretário-executivo e de ministro da pasta. Durante o governo Temer, ele atuou como ministro-substituto entre junho de 2017 e junho de 2018, quando foi efetivado na função pelo atual presidente da República.
Petrobras
O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou na segunda-feira (19) que “parte” da Petrobras pode ser privatizada. Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado sobre o assunto durante uma entrevista no Rio de Janeiro.
“Nós estamos conversando sobre isso aí. Eu não sou uma pessoa inflexível. Mas nós temos que, com muita responsabilidade, levar avante um plano como esse aí. Eu vi lá atrás com muito bons olhos a questão da Embraer. Nós podemos conversar, tá certo? Mas entendo como um empresa estratégica que pode ser privatizada em parte”, afirmou. Ainda na campanha eleitoral, Bolsonaro disse que privatizará a Petrobras “se não tiver solução”. “Acaba com esse monopólio estatal e ponto final”, declarou ele na ocasião.
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