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Brasil Bolsonaro ataca o governador de São Paulo, João Doria, em ato político com motociclistas

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O presidente voltou a defender um falso tratamento precoce contra a covid e a criticar o uso de máscara na pandemia.

Foto: Kaio Lakaio
O presidente voltou a defender um falso tratamento precoce contra a covid e a criticar o uso de máscara na pandemia. (Foto: Kaio Lakaio)

Após a “motociata” que reuniu 12 mil motociclistas neste sábado (12), em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou em discurso o governador paulista, João Doria (PSDB), voltou a defender um falso tratamento precoce contra a covid e a criticar o uso de máscara na pandemia.

Bolsonaro discursou em um carro de som na região do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. No palanque, ele e seus apoiadores não utilizavam máscara. Entre o carro de som e o Monumento às Bandeiras, as pessoas estavam aglomeradas e, em sua maioria, também não usavam o equipamento de proteção.

Pela ausência da máscara, Bolsonaro foi multado em R$ 552,71 pelo governo de São Paulo. Os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), além de cinco deputados federais — incluindo Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) — e um deputado estadual também foram autuados.

Quando chegou ao local, o presidente desceu da moto e foi ao encontro dos apoiadores que, atrás de uma cerca de proteção, gritavam seu nome enquanto o carro de som tocava o Tema da Vitória, usado nas vitórias do piloto Ayrton Senna na Fórmula 1.

“Bem lá na frente”

Com tom de campanha eleitoral, o presidente disse querer entregar “bem lá na frente” um governo melhor do que recebeu. Mais uma vez, ele discursou contra as medidas sanitárias para frear a pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 485 mil pessoas.

“Temos, hoje, no Brasil um presidente da República, um governo que acredita em Deus, que é leal à sua população, respeita seus militares e só tem um objetivo: no futuro, lá na frente, bem lá na frente, entregar um governo bem melhor do que recebeu em janeiro de 2019”, disse Bolsonaro.

Críticas 

Ele voltou a citar sua ideia de levar ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de desobrigar o uso de máscara para quem já foi vacinado ou infectado pelo novo coronavírus. Os apoiadores gritaram “eu autorizo”. “Vocês me autorizaram quando votaram em mim em 2018”, disse Bolsonaro.

A ideia de Bolsonaro sobre desobrigar o uso de máscaras é criticada pelos especialistas em saúde. Quem já foi infectado pode contrair o vírus novamente. E quem foi vacinado ainda pode transmitir o vírus enquanto a maior parte da população não estiver imunizada.

Bolsonaro também falou novamente sobre tratamento precoce, que não tem comprovação científica. Ele disse que utilizou hidroxicloroquina após ter contraído covid-19 no ano passado. “No dia seguinte, estava curado”, disse.

Bolsonaro ainda citou, mais uma vez, relatório “ainda inconclusivo” do TCU (Tribunal de Contas da União), que defenderia “supernotificação” de contaminados no Brasil, o que já foi desmentido pelo tribunal. “O Brasil seria um dos países com o menor número de mortes por milhão de habitantes”, cravou. “O motivo”, disse, “está no tratamento precoce”.

Ataques a Doria

Os ataques ao governador de São Paulo foram comuns ao longo da “motociata”. Bolsonaro, inclusive, chegou a “reger” xingamentos ao tucano.

“Meu governo não fechou comércio, não impôs toque de recolher. Quem fez isso, fez errado”, disse, acompanhado por um coro de “fora, Doria”. “Eu desafio o governador daqui vir conversar com vocês”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro estava acompanhado de ministros de seu governo, como Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, e Ricardo Salles, do Meio Ambiente. Freitas, que tem sido constantemente lançado pelo presidente como candidato ao governo de São Paulo, discursou no palanque.

“Uma honra ter participado desse passeio. Eu nunca vi tanto verde e amarelo na minha vida. Muito bom ver uma manifestação de brasilidade”, disse o ministro da Infraestrutura. “Quando vejo vocês, sei que não aceitaremos ser a geração perdida”. O ministro foi exaltado pelos apoiadores de Bolsonaro com gritos de “governador”.

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