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Brasil Bolsonaro citou o nepotismo para dizer que um de seus filhos dificilmente chefiará a Secretaria de Governo

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(Foto: Agência Brasil)

Nessa quinta-feira, o presidente eleito Jair Bolsonaro definiu como improvável que um de seus filhos, Carlos Bolsonaro (vereador no Rio de Janeiro pelo PSL, mesmo partido do pai), comandará da Secretaria de Comunicação em seu governo. Ele destacou que isso poderia ser interpretado como nepotismo.

“Não tem nada certo para essa pasta”, assegurou. “Dificilmente ele vai para lá, até porque dificilmente aceitaria. Isso seria levado para o lado do nepotismo. Nunca pratiquei isso e não me interessa fazer isso agora. De qualquer forma, Carlos é uma pessoa extremamente competente.”

Em meio a especulações de seu nome para a Comunicação, também nessa quinta-feira Carlos Bolsonaro confirmou que está se afastando da equipe de transição e reassumindo o seu mandato na Câmara Municipal carioca.

“O meu ciclo de tentar ajudar diretamente chegou ao fim. São 18 anos de vida pública dedicados ao que acredito. Estes últimos três meses de licença não remunerada para acompanhar o que sempre acreditei se encerram. Semana que vem, volto às atividades na Câmara de Vereadores do Rio”, escreveu Carlos no Twitter.

Redes sociais

Ele também avisou que não cuida mais das atividades de Jair Bolsonaro nas redes sociais. “Complemento aos amigos que desde ontem não tenho mais, por iniciativa própria, qualquer ascensão às redes sociais de Jair Bolsonaro”, escreveu o vereador. Ele foi um dos responsáveis pela estratégia digital da campanha presidencial do PSL.

Carlos era o responsável por vídeos, “memes” e “lives” (transmissões ao vivo) divulgadas por meio do Facebook e do Instagram. O anúncio sobre o retorno ao Rio de Janeiro veio depois da declaração do futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e indicado para o posto na quarta-feira.

Bebianno disse que alguns nomes estavam sendo estudados para a Secretaria de Comunicação e que Carlos Bolsonaro foi um dos principais responsáveis pela estratégia de atuação de Bolsonaro nas redes sociais na pré-campanha e campanha do pai à Presidência.

“O filho do presidente, é uma pessoa que sempre esteve a frente dessa comunicação, desenvolveu um trabalho brilhante, que talvez sem ele a campanha não tivesse desenvolvido tão bem. É um trabalho, aliás, que se desenvolve há bastante tempo, antes da pré-campanha. Então isso será discutido com ele, com o presidente e esse nome será encontrado”, frisou Bebianno.

No mesmo dia, em uma entrevista ao site “O Antagonista”, o próprio Jair Bolsonaro havia confirmado a possibilidade. “O cara é uma fera nas mídias sociais. Tem tudo para dar certo”, disse o presidente eleito ao site, acrescentando que a decisão seria de Carlos, que estaria analisando os prós e contras.

Nessa quinta-feira, ao ser questionado se Carlos poderia realmente assumir o cargo, o pai disse que a questão “foi levantada” e que reconheceu em entrevista que a possibilidade existia. “Mas não tem nada certo, dificilmente ele vai para lá. Dificilmente ele aceitaria, seria levado para o nepotismo, eu nunca pratiquei isso, não interessa fazer isso”, disse o presidente eleito. “A tendência é esse assunto morrer.”

 

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